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Leão revela ruptura com o “dono do São Paulo” Juvenal após caso Paulo Miranda

Treinador atribui ao episódio com o zagueiro são-paulino o desgaste que resultou em sua demissão

Gazeta |

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Leão disse que Juvenal age como dono do São Paulo

Demitido no dia 26 de junho do São Paulo, o técnico Emerson Leão constatou que o afastamento ordenado pela diretoria tricolor do zagueiro Paulo Miranda foi fator determinante para ocorrer uma "ruptura" entre o comandante e Juvenal Juvêncio, tratado pelo experiente treinador como mais do que presidente do time do Morumbi.

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"Na realidade ele é dono. O Juvenal fez um grupo de trabalho e sabe trabalhar com ele. É ele quem contrata, quem dispensa e você é funcionário do clube, mas lá é um grande lugar para se trabalhar", afirmou o técnico, em entrevista para a Rádio Jovem Pan. "Se ele fosse um árbitro, estaria jubilado."

"Ele (Juvenal) tem sua conduta particular, é o jeito dele de ser. Alguns gostam, outros detestam. Respeito o dirigente, não tenho relacionamento pessoal com ele, porque eu era um funcionário do clube, nada mais do que isso", acrescentou Leão, que deixou sob responsabilidade de seu advogado as últimas conversas a serem feitas com o clube, visando a resolução das questões burocráticas de sua saída.

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No começo de maio, pouco antes do encontro entre São Paulo e Ponte Preta pelas oitavas de final da Copa do Brasil, a diretoria da equipe paulista decidiu que Paulo Miranda não poderia atuar, uma vez que o jogador vinha falhando constantemente e deveria, assim, ser poupado. A posição foi tomada sem a autorização de Leão, que utilizaria o jogador como titular naquela noite.

Passado dois meses do caso, o ex-técnico considera que aquela foi uma interferência da diretoria em seu trabalho. "Me chamaram na concentração e falaram que ele ia ser retirado e não iria jogar mais, alegando ser um erro deles, digamos assim, porque a contratação foi deles. Para minha surpresa, depois da repercussão negativa, disseram que ele poderia voltar e foi titular comigo, mas agora não está nem no banco", acrescentou o técnico, ciente de que não ficaria muito tempo no clube após a divergência.

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"Aquilo deteriorou. Era questão de tempo (a saída), tanto de um lado, quanto do outro. Acho que sairia (mesmo com a vitória da Copa do Brasil). O time estava ganhando, mas tinha essa situação. Essas coisas são desagradáveis, então quando deteriora, você tem que saber respeitar seu coração", ponderou.

Com a saída do campeão paulista de 2005 pelo clube, o São Paulo buscou Ney Franco, ex-comandante das categorias de base da Seleção Brasileira. Em sua estreia, o time tricolor não realizou grande partida e ficou no empate com o Palmeiras, mesmo com um jogador a mais, por 1 a 1. Atual quinto colocado do Brasileirão e brigando por uma vaga no G-4, o São Paulo tem, para o seu ex-técnico, condição de brigar com qualquer time na competição.

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"O São Paulo tem time igual aos outros. Tanto pode ganhar, quanto pode perder, que será normal. Aquele tempo da super técnica já acabou faz tempo. Considero que está no nível dos outros", encerrou.

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