O novo treinador do São Paulo destacou a versatilidade do elenco e a força ofensiva da equipe

Emerson Leão foi demitido por não saber usar um elenco competitivo, na opinião de Juvenal Juvêncio. Já Ney Franco, seu substituto, pretende satisfazer o presidente do São Paulo se divertindo. O novo técnico avalia que é possível fazer mudanças táticas com seu grupo de jogadores e se manter ofensivo sempre, mesmo como visitante.

Deixe o seu recado e comente esta notícia com outros torcedores

Ney Franco quer mudanças táticas para manter a ofensividade no São Paulo
Vipcomm
Ney Franco quer mudanças táticas para manter a ofensividade no São Paulo

"Em pouco tempo de clube, já percebi que vou ter na mão um elenco que dá para brincar um pouquinho com isso, mudar a forma de um jogo para outro, mas sem perder a força ofensiva, sempre buscando o resultado dentro e fora de casa", comentou o treinador, que tem como base seu trabalho no Coritiba campeão da Série B do Brasileiro de 2010.

Leia mais:  Ney Franco visita CT da base e se impressiona com estrutura são-paulina

"Fomos campeões botando em prática tudo que penso. Você tem que adaptar sua equipe para ser ofensiva e entrar em campo sempre em busca dos três pontos, dentro ou fora de casa. E não tenho preferência por sistema tático. Pela experiência que adquiri com o tempo, está claro: nenhum clube competitivo pode ser dependente de um sistema", indicou.O novo comandante e o coordenador técnico Milton Cruz têm conversado desde domingo sobre os atletas do plantel. Em relação ao posicionamento tático, Milton já deixou claro que discordava do esquema de Leão com dois zagueiros sem um especialista na marcação - Wellington e Fabrício estão machucados - por deixar a equipe muito exposta.

Confira ainda:  Aos 21 anos, Rafael Toloi promete manter espírito de líder do Goiás

Se não tem espaço para opinar em contratações ou dispensas, Ney Franco promete indicar soluções em campo. "O São Paulo está contratando um treinador de futebol para resolver seus problemas técnicos e táticos dentro de campo tendo resultados. É o meu pensamento, desenvolver um trabalho para tomar decisões técnicas e táticas. Vim para o São Paulo para ser responsável e assumir todas as responsabilidades de sucesso ou insucesso."

Para ter amparo, o treinador conseguiu uma medida incomum aos últimos contratados para comandar o Tricolor. Em vez de trazer só um, chegou com dois profissionais de sua confiança: o auxiliar técnico Éder Paixão e o preparador físico Alexandre Lopes, que dividirá a função com José Mário Capeiz e Sérgio Rocha, ambos já presentes no clube.

"Temos profissionais que espero sugar ao máximo para reinaugurar um novo ciclo vitorioso. Se eu pudesse escolher, seria esse o momento ideal para tentar colocar o São Paulo de novo no lugar em que está acostumado, de vitórias. É um bom momento. Estou tendo toda a aceitação da diretoria", apontou Ney.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.