Time alviverde chega à final da Copa do Brasil sem alguns de seus principais jogadores, sempre na superação

A torcida do Corinthians costuma dizer que, para o time alvinegro, "tudo é mais sofrido". Mas quem vem se superando de verdade em busca de um título neste ano é o Palmeiras . A equipe alviverde sofreu todo tipo de percalço durante esta Copa do Brasil : teve inúmeras lesões (até mesmo apendicite atingiu o elenco), expulsões (uma delas bastante contestada) e até mesmo um sequestro relâmpago sofrido pelo chileno Valdivia . Inabalável, o clube do Palestra Itália se superou a cada fase, calou os críticos que projetavam o Grêmio na final e tenta nesta quarta-feira voltar a conquistar um título nacional após 12 anos . Mas,para isso, terá que jogar novamente na base da raça. Relembre a trajetória do Palmeiras desde o início até a finalíssima da competição mata-mata :

Contra o Coritiba , no lotado estádio Couto Pereira, o Palmeiras jogará sem dois de seus principais atletas: o camisa 10 Valdivia, expulso na partida de ida (mesmo após ser agredido por um jogador do time paranaense pouco antes de levar o vermelho), e o atacante Barcos, artilheiro da equipe na Copa do Brasil, com quatro gols. O argentino sofreu uma inesperada crise de apendicite antes da partida de ida, na última quinta-feira, e precisou ser operado às pressas. Os jogadores palestrinos usaram o susto como motivação para vencer os curitibanos no primeiro duelo , com Valdivia homenageando o camisa 9 após marcar seu gol .

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Artilheiro do Palmeiras na Copa do Brasil, Barcos perdeu as finais após inesperada apendicite
Gazeta
Artilheiro do Palmeiras na Copa do Brasil, Barcos perdeu as finais após inesperada apendicite

Depois de todos as dificuldades, perder o título do torneio nesta quinta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), no estádio do rival, não passa pela cabeça dos jogadores palmeirenses. "Não pode passar pela cabeça do jogar [perder o título]. Temos que estar confiante naquilo que vamos fazer dentro de campo. Com o pensamento positivo, que as coisas acontecem. Esse jogo pode marcar a história dos jogadores. É uma competição nacional, que ainda dá vaga para a Libertadores. É o jogo mais importante do ano", preparou-se o zagueiro Henrique.

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Os impecílios com Valdivia e Barcos, no entanto, não foram os únicos problemas do Palmeiras na Copa do Brasil. Na verdade, suspensões e lesões impediram o time de repetir sua escalação na maior parte do torneio.  Relembre outros problemas alviverdes, contra tudo e contra todos :

- Sem estádio : Com o Palestra Itália em reforma para a construção da Nova Arena, o Palmeiras ficou sem "caldeirão" para mandar suas partidas na Copa do Brasil. Após disputar o jogo de volta contra o Coruripe, ainda na fase de grupos, no Jayme Cintra, em Jundiaí, a equipe alviverde se encontrou mesmo na Arena Barueri, na grande São Paulo. Apesar do estádio ter muitas dificuldades no acesso, acabou virando um alçapão mortal, onde o Palmeiras eliminou Paraná (oitavas de final), Atlético-PR (quartas de final) e Grêmio (semifinal). Contra o Coritiba, a Arena lotada mais uma vez jogou junto, e a equipe paulista bateu o Coritiba por 2 a 0 para conseguir boa vantagem na busca pelo título do torneio.

Valdivia sofreu com sequestro relâmpago, mas voltou bem e foi decisivo para o Palmeiras
Francisco De Laurentiis
Valdivia sofreu com sequestro relâmpago, mas voltou bem e foi decisivo para o Palmeiras

- O sequestro de Valdivia : Pouco antes do jogo de ida da semifinal contra o Grêmio, no estádio Olímpico, o meio-campista Valdivia, ao lado de sua mulher, sofreu um traumático sequestro relâmpago em São Paulo. Assustado, o jogador viajou com sua família para o Chile e por pouco não pediu para deixar o time alviverde - acabou ficando, apesar de sua família ter permanecido no país estrangeiro. A situação do meia foi usada como motivação pelo time, que o homenageou após conseguir a vitória por 2 a 0 em plena casa gremista. Depois, recuperado psicologicamente, o camisa 10 foi herói no jogo de volta contra os gaúchos, fazendo o gol de empate que selou a classificação alviverde para a final, além de também atuar bem e marcar um gol no primeiro duelo da final contra o Coritiba. Acabou expulso, porém, e não joga a decisão no Couto Pereira.

- A expulsão de Henrique : Palmeiras e Grêmio empatavam por 1 a 1 na Arena Barueri e o time paulista ia conseguindo a classificação para a final da Copa do Brasil. Irritados, os jogadores gremistas arrumaram briga no segundo tempo e o zagueiro/volante Henrique levou um soco do lateral Edílson. O juiz se encarregou de expulsar o ala, mas também mandou o palmeirense para o chuveiro. O fato revoltou o Palmeiras, que tentou anular a punição do jogador para o primeiro jogo da final, sem sucesso. A ausência de Henrique foi sentida no duelo contra o Coritiba, mas os jogadores palestrinos usaram a raça e a bola parada para abrir a vantagem de 2 a 0 no confronto de ida. Além das expulsões, os palmeirenses também sofreram com suspensões pelo terceiro amarelo. Barcos, por exemplo, ficou fora do jogo de volta das oitavas, contra o Paraná, e a equipe palestrina teve que jogar sem centroavante.

Henrique leva soco no rosto do lateral Edílson, do Grêmio. Agredido, palmeirense acabou expulso de campo
Gazeta Press
Henrique leva soco no rosto do lateral Edílson, do Grêmio. Agredido, palmeirense acabou expulso de campo

- Lesões, lesões, lesões... : O departamento médico do Palmeiras não teve sossego durante a disputa da Copa do Brasil. Jogadores importantes, como o volante Marcos Assunção, o zagueiro Thiago Heleno e o atacante Luan, desfalcaram a equipe durante diversas partidas em virtude de lesões. Reforço mais caro da temporada, o volante Wesley só conseguiu atuar em uma jogo na competição ( vitória por 3 a 1 sobre o Horizonte ). A pior, porém, foi a do argentino Barcos. O atacante já estava concentrado e sem problemas físicos para disputar a final contra o Coritiba, mas acabou sofrendo uma crise de apendicite e teve que ser operado, ficando de fora dos dois jogos. Com tantas lesões, o técnico Luiz Felipe Scolari teve que "remendar" o time e acabou tirando o melhor de jogadores como Mazinho e Betinho, alcançando a decisão do torneio mesmo sem quase nunca conseguir repetir a escalação do jogo anterior. 

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