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Remendado e na base da raça, Palmeiras "rouba" título de sofredor do Corinthians

Time alviverde chega à final da Copa do Brasil sem alguns de seus principais jogadores, sempre na superação

Francisco De Laurentiis - iG São Paulo | - Atualizada às

A torcida do Corinthians costuma dizer que, para o time alvinegro, "tudo é mais sofrido". Mas quem vem se superando de verdade em busca de um título neste ano é o Palmeiras. A equipe alviverde sofreu todo tipo de percalço durante esta Copa do Brasil: teve inúmeras lesões (até mesmo apendicite atingiu o elenco), expulsões (uma delas bastante contestada) e até mesmo um sequestro relâmpago sofrido pelo chileno Valdivia. Inabalável, o clube do Palestra Itália se superou a cada fase, calou os críticos que projetavam o Grêmio na final e tenta nesta quarta-feira voltar a conquistar um título nacional após 12 anos. Mas,para isso, terá que jogar novamente na base da raça. Relembre a trajetória do Palmeiras desde o início até a finalíssima da competição mata-mata:

Contra o Coritiba, no lotado estádio Couto Pereira, o Palmeiras jogará sem dois de seus principais atletas: o camisa 10 Valdivia, expulso na partida de ida (mesmo após ser agredido por um jogador do time paranaense pouco antes de levar o vermelho), e o atacante Barcos, artilheiro da equipe na Copa do Brasil, com quatro gols. O argentino sofreu uma inesperada crise de apendicite antes da partida de ida, na última quinta-feira, e precisou ser operado às pressas. Os jogadores palestrinos usaram o susto como motivação para vencer os curitibanos no primeiro duelo, com Valdivia homenageando o camisa 9 após marcar seu gol.

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Artilheiro do Palmeiras na Copa do Brasil, Barcos perdeu as finais após inesperada apendicite

Depois de todos as dificuldades, perder o título do torneio nesta quinta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), no estádio do rival, não passa pela cabeça dos jogadores palmeirenses. "Não pode passar pela cabeça do jogar [perder o título]. Temos que estar confiante naquilo que vamos fazer dentro de campo. Com o pensamento positivo, que as coisas acontecem. Esse jogo pode marcar a história dos jogadores. É uma competição nacional, que ainda dá vaga para a Libertadores. É o jogo mais importante do ano", preparou-se o zagueiro Henrique.

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Os impecílios com Valdivia e Barcos, no entanto, não foram os únicos problemas do Palmeiras na Copa do Brasil. Na verdade, suspensões e lesões impediram o time de repetir sua escalação na maior parte do torneio. Relembre outros problemas alviverdes, contra tudo e contra todos:

- Sem estádio: Com o Palestra Itália em reforma para a construção da Nova Arena, o Palmeiras ficou sem "caldeirão" para mandar suas partidas na Copa do Brasil. Após disputar o jogo de volta contra o Coruripe, ainda na fase de grupos, no Jayme Cintra, em Jundiaí, a equipe alviverde se encontrou mesmo na Arena Barueri, na grande São Paulo. Apesar do estádio ter muitas dificuldades no acesso, acabou virando um alçapão mortal, onde o Palmeiras eliminou Paraná (oitavas de final), Atlético-PR (quartas de final) e Grêmio (semifinal). Contra o Coritiba, a Arena lotada mais uma vez jogou junto, e a equipe paulista bateu o Coritiba por 2 a 0 para conseguir boa vantagem na busca pelo título do torneio.

Francisco De Laurentiis
Valdivia sofreu com sequestro relâmpago, mas voltou bem e foi decisivo para o Palmeiras

- O sequestro de Valdivia: Pouco antes do jogo de ida da semifinal contra o Grêmio, no estádio Olímpico, o meio-campista Valdivia, ao lado de sua mulher, sofreu um traumático sequestro relâmpago em São Paulo. Assustado, o jogador viajou com sua família para o Chile e por pouco não pediu para deixar o time alviverde - acabou ficando, apesar de sua família ter permanecido no país estrangeiro. A situação do meia foi usada como motivação pelo time, que o homenageou após conseguir a vitória por 2 a 0 em plena casa gremista. Depois, recuperado psicologicamente, o camisa 10 foi herói no jogo de volta contra os gaúchos, fazendo o gol de empate que selou a classificação alviverde para a final, além de também atuar bem e marcar um gol no primeiro duelo da final contra o Coritiba. Acabou expulso, porém, e não joga a decisão no Couto Pereira.

- A expulsão de Henrique: Palmeiras e Grêmio empatavam por 1 a 1 na Arena Barueri e o time paulista ia conseguindo a classificação para a final da Copa do Brasil. Irritados, os jogadores gremistas arrumaram briga no segundo tempo e o zagueiro/volante Henrique levou um soco do lateral Edílson. O juiz se encarregou de expulsar o ala, mas também mandou o palmeirense para o chuveiro. O fato revoltou o Palmeiras, que tentou anular a punição do jogador para o primeiro jogo da final, sem sucesso. A ausência de Henrique foi sentida no duelo contra o Coritiba, mas os jogadores palestrinos usaram a raça e a bola parada para abrir a vantagem de 2 a 0 no confronto de ida. Além das expulsões, os palmeirenses também sofreram com suspensões pelo terceiro amarelo. Barcos, por exemplo, ficou fora do jogo de volta das oitavas, contra o Paraná, e a equipe palestrina teve que jogar sem centroavante.

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Henrique leva soco no rosto do lateral Edílson, do Grêmio. Agredido, palmeirense acabou expulso de campo

- Lesões, lesões, lesões...: O departamento médico do Palmeiras não teve sossego durante a disputa da Copa do Brasil. Jogadores importantes, como o volante Marcos Assunção, o zagueiro Thiago Heleno e o atacante Luan, desfalcaram a equipe durante diversas partidas em virtude de lesões. Reforço mais caro da temporada, o volante Wesley só conseguiu atuar em uma jogo na competição (vitória por 3 a 1 sobre o Horizonte). A pior, porém, foi a do argentino Barcos. O atacante já estava concentrado e sem problemas físicos para disputar a final contra o Coritiba, mas acabou sofrendo uma crise de apendicite e teve que ser operado, ficando de fora dos dois jogos. Com tantas lesões, o técnico Luiz Felipe Scolari teve que "remendar" o time e acabou tirando o melhor de jogadores como Mazinho e Betinho, alcançando a decisão do torneio mesmo sem quase nunca conseguir repetir a escalação do jogo anterior. 

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