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"Favelado" dá título ao "time do povo‏", nega ser herói e diz que sonhou com gol

Emerson "Sheik" fez os dois tentos da vitória do Corinthians sobre o Boca Juniors na final da Libertadores

Francisco De Laurentiis - iG São Paulo |

EFE
Emerson: da favela para o título da Libertadores

Márcio Passos de Albuquerque, o popular Emerson "Sheik", nasceu e cresceu em uma favela de Nova Iguaçu, cidade vizinha ao Rio de Janeiro. Após escapar da violência e passar por poucas e boas, tornou-se um jogador de futebol decisivo: depois de conquistar três títulos brasileiros seguidos por três equipes diferentes (e tendo participação importante em todos os troféus), o atacante se consagrou definitivamente na quarta-feira, anotando os dois gols da vitória do Corinthians sobre o Boca Juniors, na final da Libertadores, e dando ao time alvinegro seu primeiro título continental. Na coletiva após o duelo, o camisa 11 explicou que a vida na favela o ajudou a não sentir a pressão dos jogos decisivos.

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"Eu nasci e fui criado num lugar muito simples, e vi coisas que talvez muitos de vocês (jornalistas) não viram. Me perguntaram se tinha pressão, alguma coisa do tipo, de jogar na Bombonera (estádio do Boca Juniors, palco do jogo de ida da final). Cara, pressão é deitar na cama e ficar com medo de bala perdida atingir seu rosto, seu peito, isso sim é pressão. Jogar num estádio lotado, com bola nova, grama perfeita, é pra desfrutar, não sentir pressão", disse o atacante, que  pediu para não ser chamado de "herói" da conquista corintiana.

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"Vou pedir uma coisa a vocês (jornalistas): para não me colocaram como herói. O time todo está de parabéns pela entrega. A comissão técnica fez um trabalho brilhante, a diretoria deu o suporte para os jogadores trabalharem tranquilos", afirmou Emerson. "Sozinho eu jamais faria nada. Eu tive o passe do Paulinho pra fazer o gol contra o Santos (na semifinal). A bola não chegou voando.... Hoje (quarta) teve o passe do Danilo. A gente não conquista nada sozinho", completou.

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O camisa 11, inclusive, revelou ter sonhado que faria o gol da vitória corintiana contra o Boca Juniors: "Gosto desses jogos decisivos, me sinto à vontade. Ontem (terça-feira), dei uma entrevista e disse que estava sentindo o gol. Acabei indo dormir dormir com a sensação de que faria um gol. A gente não pode ficar falando isso, porque senão depois se ferra, mas fui dormir sentindo o gol", disse o jogador, que acabou a Libertadores como artilheiro do Corinthians na competição: cinco gols.

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O "Sheik" também afirmou que os jogadores do Corinthians acreditaram na conquista da Libertadores desde o início, e finalizou dizendo que agora só quer comemorar o título com a família: "Desde o início já acreditávamos na possível conquista. Tivemos momentos difíceis, mas a tranquilidade e a confiança no grupo, no Tite, na comissão, facilitaram. Vai demorar para cair a ficha... Agora, é hora de comemorar, ficar com a família, pois foram eles que mais nos ajudaram nos momentos difíceis", disse.

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