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Treinador relembrou os bastidores de quando saiu do clube árabe Al Wahda, que disputaria o Mundial de Clubes, para retornar ao Corinthians

Tite foi bastante contestado pela torcida, mas elvou o clube a final inédita
EFE
Tite foi bastante contestado pela torcida, mas elvou o clube a final inédita

A classificação para o Mundial de Clubes de 2010 já estava assegurada pelo Al Wahda, dos Emirados Árabes, quando uma ligação do Brasil interrompeu o planejamento do técnico Tite : era Andrés Sanchez, presidente do Corinthians , convidando o treinador a assumir o time na reta final do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem a liberação, o treinador aceitou o convite e se vê, atualmente, "a um jogo de voltar" ao Mundial.

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Sem a aprovação de boa parte da torcida corintiana, Tite teve aproveitamento médio no Brasileirão de 2010, mas a grande frustração ocorreu no ano seguinte, na fase preliminar da Copa Libertadores , quando o Corinthians de Ronaldo e Roberto Carlos acabou eliminado pelo modesto Tolima, da Colômbia. O resultado adverso não interrompeu o trabalho do treinador, coroado com o título do Brasileirão de 2011 e a final da Libertadores deste ano.

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"O momento mais marcante desta trajetória é o início, quando fui convidado para vir para o Corinthians e abri mão do Mundial de Clubes. Agora estou a um jogo de voltar ao Mundial", relembrou o treinador, na concorrida entrevista coletiva concedida na segunda-feira, no CT Joaquim Grava.

No Mundial de 2010, o Al Wahda, sem Tite, seria eliminado pelo Seognam, da Coreia do Sul, logo nas quartas de final. Em caso de triunfo diante do Boca Juniors, nesta quarta, o Corinthians se classifica automaticamente para a disputa do Mundial.Dois anos depois de aceitar o convite da equipe brasileira para retornar ao país, o treinador relembrou os bastidores da saída do clube árabe que quase não aconteceu:

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"Tínhamos um clássico contra o Al Nasser quando recebi o convite, seria antiético da minha parte. Tu na véspera de um jogo importante pedir para sair é demais. Acabou o jogo, felizmente vencemos por 2 a 0, aí conversei com a direção. Não queriam me liberar, mas havia essa possibilidade contratual, e eu disse: ‘independente da vontade de vocês, vou embora’. Mas tinha o visto de liberação, se não sair você fica trancado, e esse visto só veio às 3 da manhã".

Mesmo atingindo a inédita decisão de Libertadores em sua carreira e na história do Corinthians, Tite não considera este o momento mais importante para ambos. De acordo com o treinador, nada disso teria acontecido sem que ele tivesse o trabalho contestado em diversas oportunidades, ou se o Corinthians não houvesse sido rebaixado, em 2007, por exemplo.

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"Não dá para falar do meu momento mais importante. Tudo o que for, menos em final, já senti como emoção. Agora estou sentindo a da final e tomara que tenha competência, o grupo todo, de ser melhor que o Boca e ser campeão. Se eu não tivesse sido campeão no Veranópolis não estaria aqui. Falar do mais importante não dá, são etapas", encerrou o treinador, confiante na conquista continental.

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