Técnico interino do São Paulo demonstrou uma certa irritação na coletiva desta terça quando perguntado acerca da interferência do presidente

Juvenal Juvêncio foi quem mais apareceu desde a demissão de Emerson Leão, na terça-feira passada. Declarou que seria um bom técnico para o time, disse que faria a diferença se ficasse no banco de reservas e teve participação antes, durante e após a vitória de sábado do São Paulo , contra o Cruzeiro. Mas Milton Cruz garante que trabalha sem pressão.

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Milton Cruz afirmou que não existem interferências de Juvenal na escalação do time
Francisco De Laurentiis
Milton Cruz afirmou que não existem interferências de Juvenal na escalação do time

"Meu auxiliar é Deus", disse o coordenador técnico e, atualmente, treinador interino, demonstrando irritação com tantas perguntas em sua entrevista coletiva nesta terça-feira sobre as ações do mandatário.

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O dirigente, porém, é extremamente atuante. Ao dispensar Leão, anunciou que a equipe precisava de mudanças, como o próprio técnico tinha admitido, e Milton Cruz logo optou pela volta do 3-5-2, responsável pelos últimos seis títulos do clube (Paulista, Libertadores e Mundial de 2005 e os Brasileiros de 2006, 2007 e 2008), além de sacar nomes contestados como Paulo Miranda, Casemiro e Cícero.

Mas as opiniões e as ações de Juvenal não pressionam, garante o interino. "O Juvenal é o presidente, lógico que não me incomoda", afirmou. "Fico à vontade porque sei que tenho a confiança dele. Se ele falar alguma coisa, vou ouvir, mas a definição é sempre minha. Tudo que fiz não teve a interferência de ninguém. Nunca."

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Milton Cruz diz até incentivar a maior participação do mandatário. "O presidente estando junto, falando, é uma presença muito importante. Quando ele chega ao CT...", comentou. "Respeitamos muito o presidente e procuro falar para ele que é bom estar conosco. Ele nos incentiva por estar aqui. Estando junto conosco na viagem, no hotel, na palestra no fim do jogo, os jogadores sentem uma boa presença", completou.

Em meio às garantias de independência na sua escalação, Milton Cruz cita a participação controlada do presidente como algo elogiável. "O Seu Juvenal é o presidente, ele que manda no clube. Pode estar presente na palestra, no campo, me dando apoio. Mas sempre me deixando à vontade para escalar quem eu quiser. Nunca se intrometeu. É uma virtude dele até não me pressionar", considerou.

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