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Rhodolfo detecta time "quieto" e pede vergonha na cara contra crise

Zagueiro do São Paulo afirmou que o time falava pouco quando era treinado por Emerson Leão e pediu mais atitude da equipe

Gazeta |

Ao assumir o São Paulo, Emerson Leão detectou que o time se falava pouco em campo. Oito meses se passaram, o técnico foi demitido e Rhodolfo, um dos líderes do elenco, detectou o mesmo problema após a eliminação na Copa do Brasil e os insultos da torcida. A solução, de acordo com o zagueiro, é ter personalidade para assumir a má fase.

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Gazeta Press
O zagueiro Rhodolfo disse que o São Paulo precisa ter vergonha na cara

"Precisamos ter um pouco de vergonha na cara e saber que não fomos tão bem", indicou o camisa 4. "Quem não tem vergonha de perder um jogo daquele em Curitiba fazendo parte de um time bom que merecia ser campeão? Quem não fica com vergonha de ser vaiado? Tenho vergonha por ainda não ter sido campeão aqui no São Paulo. Não fico mais saindo, indo para a rua e tal."

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Luis Fabiano também disse que não tem mais saído de casa em meio ao mau momento. O atacante, chamado de "comandante dentro e fora de campo" e com "dom da palavra" enaltecido, foi incumbido de mudar o astral do grupo ao lado de Rhodolfo, Rogério Ceni e Jadson. Por isso, o camisa 9, pouco antes de Leão ser comunicado de sua demissão, reuniu todos os atletas no campo do CT da Barra Funda na terça-feira e fez uma palestra de cerca de 20 minutos com rápida participação de Denilson.

"Estava faltando uma conversa, um algo a mais para falar, uma vontade a mais de mostrar dentro de campo. Nós, jogadores, vamos tentar fazer isso. Treinamos bastante nesta semana, pedindo para todos se falarem mais dentro de campo. Somos uma equipe meio quieta, todos têm que se doar um pouco mais", apontou Rhodolfo.

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O zagueiro deu detalhes do discurso que ele e os outros líderes têm adotado. "Temos que ser profissionais. Só nós, dentro de campo, vamos reverter isso. Saímos de uma competição que queríamos ser campeões e não conseguimos, mas precisamos ter consciência e calma para transformarmos a crise no fim do ano em alegria."

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A ação, ao longo da semana, teve até a participação do presidente Juvenal Juvêncio para melhorar o baixo astral da derrota para a Portuguesa. "O time inteiro sentiu. É complicado ser xingado o jogo inteiro. Tentamos conversar um com o outro, o Leão tentou motivar, mas entramos de cabeça baixa. Não é todo jogador que consegue jogar com esse tipo de vaia. Alguns ficam até sem confiança para tentar dar um drible ou outra coisa", relatou Rhodolfo.

E a reação dos jogadores parece ter sido positiva. "Essa conversa acontece em toda equipe que passa por esse momento. Chega um momento em que todos os jogadores têm que conversar, botar na mesa o que está acontecendo. Foi uma conversa produtiva para nos acertamos, não acontecerem mais os erros dos últimos jogos e retomarmos a pegada para sair dessa situação", comentou Edson Silva. A consequência é esperada para este sábado, contra o Cruzeiro, em Minas Gerais.

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