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Cortez, Jadson e Paulo Miranda também podem ir para o banco do São Paulo

Casemiro tem sido contestado pela torcida
AE
Casemiro tem sido contestado pela torcida

Antes de ser tirado do treino da manhã dessa terça-feira para ser informado de sua demissão, Emerson Leão programava para a tarde um coletivo com portões fechados no CT da Barra Funda no qual mudaria bastante o time. Nomes como Casemiro , perseguido pela torcida e pouco empenhado, deveriam ser sacados. E alterações como essa devem realmente ser executadas pelo interino Milton Cruz, para alegria de Juvenal Juvêncio.

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"Talvez uns dois ou três atletas estejam precisando ficar fora. Depende do Milton, mas vai ter mudança", disse o presidente, que não esconde sua tranquilidade para interferir na montagem da equipe - e não deve pensar duas vezes para fazer ‘sugestões’ ao coordenador técnico que estará à frente do time no sábado, contra o Cruzeiro.

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Embora já ciente de que é nome certo nas Olimpíadas , Casemiro deve passar por mais um período no banco em seu clube, como Leão já havia feito neste ano. Cortez, Jadson e, mais uma vez, Paulo Miranda são cotados a terem o mesmo destino. E há ainda quem irrita o mandatário são-paulino por sua postura fora de campo.

"Quem não está bem comigo e com o plantel é o jogador que chegou atrasado, que foi visto não sei onde, que sabe que vou mandá-lo embora e que não gosto dele porque não está comprometido", afirmou Juvenal, recusando-se a citar nomes e dizendo "gostar muito" de Casemiro, a quem garantiu que não seria negociado após recusar propostas de 8 milhões de euros do Tottenham no início do ano.

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O volante, porém, vive um momento bastante conturbado. Foi o principal alvo dos insultos preparados pela principal organizada do clube entoados durante toda a derrota para a Portuguesa. O jogador de 20 anos foi chamado de baladeiro, cachaceiro e mercenário, além de ouvir o cântico "Um minuto de silêncio, Casemiro está morto". Claramente abalado, foi sacado por Leão no segundo tempo e não deveria ter sequência na equipe.

"Está na hora de mexer mais radicalmente na equipe. Muitos jogadores se dedicam muito e outros precisam melhorar. O São Paulo é muito grande e tem necessidade de algumas coisas que o próximo treinador vai perceber", afirmou o técnico ao se despedir do clube.

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Juvenal, ao falar do assunto, tratou de considerar óbvia a conclusão do, agora, ex-treinador do Tricolor. "O Leão disse que ia fazer modificações radicais. Então, está admitindo que o que vinha vindo estava ruim. Mas não podia esperar chegar a essa situação, tinha que ver antes. Viu um pouco tardiamente. Depois que a Inês é morta..."

Se Milton Cruz ou o novo técnico não agirem, será feito como ocorreu com Paulo Miranda, tirado até da concentração por ordem da diretoria. "Vivemos durante a gestão do Leão percalços naturais do futebol. Apanhamos muito no caso Paulo Miranda, criticaram uma intromissão que houve mesmo no processo. E não foi subalterna, foi direta. Mas não foi cometido nenhum pecado capital", argumentou Juvenal.

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