Nas cinco vezes que decidiu título da competição contra times do Brasil, clube da capital argentina venceu quatro. Única derrota aconteceu em 1963, para o Santos de Pelé

La Bombonera estará lotada na quarta-feira para Boca Juniors x Corinthians  na final da Libertadores
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La Bombonera estará lotada na quarta-feira para Boca Juniors x Corinthians na final da Libertadores

Em sua primeira final de Libertadores da história, o Corinthians terá pela frente um adversário bastante acostumado a triunfar sobre os times do país em finais da competição continental. A decisão deste ano é a sexta que coloca o Boca Juniors diante de um representante do futebol brasileiro. Nas cinco anteriores, o clube argentino se sagrou campeão quatro vezes. A única derrota aconteceu em 1963, quando caiu diante do Santos .

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A final daquele ano foi a primeira das nove que o Boca Juniors disputou na competição até este ano. O Santos mandou o jogo de ida da decisão no Maracanã e venceu por 3 a 2, com dois gols de Coutinho e um de Lima. Na semana seguinte, em Buenos Aires, os argentinos abriram o placar, mas Coutinho e Pepe comandaram a virada dos brasileiros, que voltaram a ganhar e conquistaram o título dentro de La Bombonera.

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O Boca Juniors demorou 14 anos para chegar novamente à decisão da Libertadores. Em 1977, mais uma vez, teve como oponente um time brasileiro que defendia o título conquistado no ano anterior: o Cruzeiro . Mas o desfecho da história foi diferente desta vez e teve final feliz para os argentinos.

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Nos dois primeiros jogos da decisão, venceu quem atuou dentro de casa. Após ter saído de La Bombonera derrotado por 1 a 0, o Cruzeiro conseguiu se recuperar e devolveu o placar em Belo Horizonte. Assim, as equipes fizeram um jogo-desempate em campo neutro – disputado em Montevidéu, capital do Uruguai. Como o zero não saiu do placar durante o tempo normal, a definição do campeão foi para os pênaltis. O Boca Juniors acabou levando a melhor e faturou a primeira das suas seis Libertadores.

A história do Cruzeiro se repetiu em 2000 com o Palmeiras , que também teve o sonho do bicampeonato desfeito pelo Boca Juniors na disputa de pênaltis. No primeiro jogo da final, o clube paulista resistiu bem à pressão da torcida rival e saiu de La Bombonera com empate em 2 a 2.

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No segundo, porém, a igualdade sem gols persistiu no placar durante os 90 minutos de ação no Morumbi. Os comandados de Luiz Felipe Scolari bem que pressionaram, mas não conseguiram superar a atuação inspirada do goleiro Córdoba, que fez pelo menos três boas intervenções durante o tempo regulamentar e se consagrou ao defender as cobranças de Asprilla e Roque Júnior. Não à toa, foi eleito o melhor jogador da final pela organização da competição.

O estádio do Morumbi voltou a ser palco da festa do Boca Juniors em 2003. A vítima desta vez foi o Santos – que, ao contrário do que aconteceu com o Palmeiras três anos antes, chegou para o segundo confronto da decisão com chances de título bastante reduzidas.

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A derrota em Buenos Aires por 2 a 0 obrigou o time de Diego  e Robinho a partir para cima, mas quem saiu na frente foram os argentinos, com gol de um jogador bastante conhecido dos corintianos: o atacante Carlitos Tevez . A equipe brasileira chegou a empatar aos 30 do segundo tempo em uma cobrança de falta do zagueiro Alex, mas acabou levando mais dois gols nos minutos finais e saiu de campo sem ter conseguido colocar em risco o titulo argentino.

O Boca Juniors também se sagrou campeão em território brasileiro no ano de 2007. Desta vez, as comemorações aconteceram dentro do estádio Olímpico, em Porto Alegre, casa do Grêmio .

Comandado na época pelo atual técnico da seleção brasileira , Mano Menezes, o Grêmio já se encontrava em situação muito delicada quando recebeu o time da capital argentina para o segundo confronto da decisão. Afinal de contas, na semana anterior, havia sido derrotado em La Bombonera por 3 a 0. Dentro de casa, a equipe gaúcha não só falhou na tentativa de furar a defesa adversária como acabou permitindo dois gols de Riquelme no segundo tempo e voltou a perder.

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A exemplo do que ocorreu com os três últimos brasileiros que decidiram a Libertadores contra o Boca Juniors, o Corinthians fará o segundo jogo da final como mandante. Resta saber se o time de Parque São Jorge entrará para a lista de vítimas dos argentinos ou repetirá o feito do Santos de 1963.

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