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"Eu seria um bom técnico para o São Paulo", diz presidente Juvenal Juvêncio

Mandatário ainda não sabe quem irá contratar para substituir o demitido Emerson Leão

iG São Paulo | - Atualizada às

Desde quando assumiu a presidência do São Paulo, há seis anos, Juvenal Juvêncio já contratou seis técnicos diferentes, sendo um deles (Muricy Ramalho) por três anos e meio. Em meio a tantas trocas, o dirigente, que proíbe os treinadores de indicarem contratações ou dispensas, tem certeza de que daria conta do recado se estivesse no banco de reservas.

Juvenal Juvêncio deveria assumir como técnico do São Paulo? Comente!

"Eu seria um bom técnico para o São Paulo", assegurou o mandatário, com histórico de interferências em escalações, pouco depois de demitir Emerson Leão. Para o presidente, não seria necessário nem treinar, mas acompanhar o jogo do lado do técnico, como fazia Laudo Natel nos anos 1950 e 1960. "Olha, naquele tempo que o diretor podia entrar no campo, lá atrás...", imaginou Juvenal.

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Juvenal Juvêncio quer ser o "dono" da escalação

"O diretor sentado no banco ajuda. Se tiver autoridade, e conhecimento, muda o jogo durante a partida. Tenho história nisso aí", assegurou o atual mandatário, relatando seu sofrimento por acompanhar tudo de longe. "Hoje fico na arquibancada, é difícil. Você não consegue, fica sofrendo mais do que os outros porque quer telefonar. É complicado."

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Juvenal dá como argumento mais do que o seu conhecimento de futebol. A seu favor, o presidente, que ordenou o afastamento de Paulo Miranda em maio deixando o elenco desconfortável, se diz bem relacionado entre os atletas. "Os jogadores falam muito comigo. E me ouvem muito. Tenho um contato muito forte com os atletas", assegurou. "Meus diretores sabem que, quando a coisa aperta muito, os jogadores chamam o Juvenal Juvêncio para uma palestra, que ocorre em geral uma ou duas vezes por ano, em momentos difíceis", continuou o presidente, sempre acompanhado por aliados em suas aparições públicas.

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Uma das palestras ocorreu exatamente no período em que Paulo Miranda estava vetado pela diretoria. Após a equipe perder por 1 a 0 para a Ponte Preta, em Campinas, na ida das oitavas de final da Copa do Brasil, Juvenal foi aos vestiários do Morumbi ao lado do vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes e do diretor de futebol Adalberto Baptista para, sem a presença de Leão, discursar ao grupo, ainda sem Paulo Miranda. Relembre os técnicos da era Juvenal:

"Nós nos reunimos antes, no vestiário, só comigo. ‘Fecha a porta!’ (grita, relatando como se ordenasse que um funcionário fechasse o vestiário) Coincidentemente, precisávamos fazer dois gols e fizemos três", lembrou Juvenal, ao falar da vitória por 3 a 1 que colocou o São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil.

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O presidente acredita que a partida provou o resultado de suas palavras: empenho em campo. "Ao final, fui para o vestiário esperar os jogadores. Teve jogador que chegava andando com certa dificuldade em mudar os passos. Deram a alma! O que ganhou de três não foi a técnica, foi a alma", definiu.

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Por enquanto, porém, o dirigente não vai se arriscar. Juvenal Juvêncio abriu mão da política de só demitir um técnico quando tem um substituto encaminhado e já se colocou em uma "guerra" atrás de alguém para o lugar de Emerson Leão.

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