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De grosso a artilheiro, Santiago Silva reencontra Corinthians 10 anos depois

Carlos Alberto Parreira viu talento no atual centroavante do Boca, mas uruguaio não conseguiu lidar com a pressão no clube

Bruno Winckler , iG São Paulo |

Télam
Santiago "El Tanque" Silva encontrou seu melhor futebol na Argentina

Se alguém mencionar o nome de Santiago Silva para o torcedor corintiano será normal que haja uma resistência quase imediata ao atacante do Boca Juniors , rival do Corinthians na final da Libertadores . A reação é natural para quem viu o uruguaio chegar e deixar o Parque São Jorge sem deixar saudades pelos cinco jogos em que esteve em campo e pelos gols que não fez.

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Foi em 2002, ano em que o Corinthians conquistou a Copa do Brasil e o torneio Rio-São Paulo. Então com 21 anos, Silva chegou ao clube sendo um desconhecido. Foi indicado pelo empresário Juan Figer ao então diretor de futebol Antônio Roque Citadini que resolveu contratá-lo.

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Carlos Alberto Parreira, então técnico do Corinthians, aprovou. “Era uma aposta. Mas o Corinthians é como a seleção. Se o jogador não vai bem a pressão logo aumenta, a torcida pega o no pé e tudo isso atrapalha”, disse Parreira.

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O treinador o colocou para jogar nos minutos finais dos jogos contra Bangu, Flamengo, Palmeiras e Guarani (pelo Rio-SP) e contra o Ituano, pelo Super Campeonato Paulista. Nenhum deles no Pacaembu, palco do segundo jogo da final. O saldo do Corinthians com Silva no time foram uma vitória (Bangu), dois empates (Palmeiras e Guarani) e duas derrotas (Fla e Ituano).

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Ao todo, foram 77 minutos com a camisa corintiana. Nesse tempo não foi capaz de justificar o apelido de “El Tanque”, ganho ainda nos tempos em que defendeu o Defensor, do Uruguai. Seu estilo trombador em que a habilidade com a bola nos pés não era requisito básico não agradou. E num time entrosado, com peças de ataque encaixadas, suas chances foram minguando até se despedir do clube naquele mesmo ano. Seu primeiro destino foi o Nacional de Montevidéu.

“Nosso time era muito técnico naquela época. Ele treinava bem, mas sentiu o início. Estudos no futebol mostram que o período de maturidade de um jogador até ele chegar no seu ápice pode durar até 10 anos. E isso foi em 2002. Estamos em 2012. Foram 10 anos. Hoje ele no Boca, está muito bem. É normal no futebol”, disse Parreira.

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O ex-treinador corintiano considera normal que um jogador não consiga desempenhar num clube o mesmo bom futebol que apresentava em outro. Ainda mais se tratando de um jovem. “Ele tinha 20, 21 anos. Tinha vontade de dar certo, estava ávido por isso, mas não deu certo. E isso é a coisa mais normal do mundo. Acontece há 50 anos. O Riquelme não deu certo no Barcelona . Mas no Boca, sim. Isso acontece”, comentou o treinador citando o camisa 10 argentino.

Depois do Corinthians, Santiago Silva rodou por cinco países (Uruguai, Argentina, Itália, Alemanha e Portugal ). O Boca é seu 11º clube neste período de 10 anos. Foram passagens frustradas pelo Beira-Mar e pelo Energie Cottbus antes ressurgir no Vélez Sarsfield em 2009. Artilheiro no país, levou o time às semifinais da Libertadores do ano passado. Acabou negociado com a Fiorentina, mas mais uma vez não conseguiu ir bem em um clube europeu.

O Boca apostou no “Tanque” que havia brilhado no Vélez e deu certo. Ele já tem três gols nesta Libertadores, todos marcados no mata-mata, um contra cada rival eliminado até aqui: Unión Espãnola, Fluminense Universidad de Chile. O Corinthians não quer ser a quarta vítima do “Tanque”. “Temos de estar atentos. Ele é um jogador muito forte, que faz bem o pivô e é um dos destaques do Boca, sem dúvida”, disse Tite.

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