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Em conversa com jogadores, técnico diz ter a certeza que grupo não vai se abater

O técnico do Vasco, Cristóvão Borges, sentiu na pele novamente o gosto amargo da vaia. Na noite desta sábado, após a derrota de 3 a 1 para o Cruzeiro, em São Januário, o treinador saiu de campo como um dos responsáveis pela quebra da invencibilidade no Brasileirão e, de quebra, a perda da liderança.

Além do comandante, Fernando Prass e Eder Luis também foram perseguidos. Ambos participaram de forma errada no primeiro gol cruzeirense. Ao repor a bola no fogo para o atacante, o Cruzeiro armou um contra-ataque e abriu a contagem com Montillo. Mesmo com crédito, goleiro e atacante sofreram com protestos cruzmaltinos vindos da arquibancada.

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A situação de Cristóvão, como treinador, foi pior. Xingado de burro, ele caminhou para o vestiário cabisbaixo. Quarenta minutos depois, chegava ele na coletiva de imprensa. Sempre simpático mesmo diante de resultados adversos, desta vez Cristóvão não escondia a frustração com as vaias. Ainda assim, poupou o torcedor.

“Querer exigir da torcida justiça, isso não, não é coerente. Ela está aí, quer ver o time ganhar e a gente também quer. Estamos bastante insatisfeitos. Isso é normal quando se é derrotado. Todo trabalho é feito para ganhar, mas quando se perde, essa deles é natural”, discursou o comandante vascaíno, aliviando o torcedor.

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Sobre um possível abatimento da equipe em razão do resultado desta noite, Cristóvão já tranquiliza este mesmo torcedor que o vaiou em São Januário. Antes de atender os jornalistas, Cristóvão conversou rapidamente com os jogadores no vestiário e ouviu deles que o espírito de guerra não acabou por causa de uma derrota.

“Não tenho a menor preocupação quanto a isso. Tenho certeza absoluta. Antes de vir para cá, a gente conversou ali dentro. A maneira como eles se colocaram diante do que aconteceu hoje me dá a exata noção de que eles vão reagir”.