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Pesquisador diverge de Tite e diz que maior jogo do Corinthians foi em 77

Na partida, o Corinthians derrotou a Ponte Preta e foi campeão paulista depois de um jejum de 22 anos

Gazeta |

Getty Images
Tite declarou que a semifinal da Libertadores será o jogo mais importante da história do clube

Não há dúvida de que a partida da noite desta quarta-feira contra o Santos, que pode colocar o Corinthians a dois jogos do título da Copa Libertadores, merecerá destaque na memória do clube, principalmente se o time realmente avançar à decisão. Mas, para o jornalista Celso Unzelte, não será do modo como pensa Tite, que já vê o jogo como o maior da história.

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"Um clube que já venceu Mundial não pode considerar semifinal de Libertadores como o maior de sua história. Ainda que considere, esse jogo empataria com o de 2000 contra o Palmeiras, em que o Marcos defendeu pênalti do Marcelinho Carioca. Era circunstância igual a essa, de semifinal de Libertadores", diz o pesquisador e autor do Almanaque do Corinthians.

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O maior jogo na opinião de Unzelte é a final do Campeonato Paulista de 1977. O time derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, com gol de Basílio, e pôs fim a jejum de 22 anos, oito meses e seis dias sem levantar um troféu. Essa partida poderia perder o primeiro posto nos quase 102 anos de história, segundo ele, apenas para uma decisão de Libertadores vencida.

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"Isso de 'qual o maior jogo da história' varia muito de acordo com a época. Se pegar editorial da Revista Placar de 74, o Juca Kfouri diz que aquela final (de Paulista) contra o Palmeiras seria o maior jogo da história do Corinthians. Em 2000, muita gente considerava o jogo contra o Vasco, pela final do Mundial, como o maior. O desta quarta-feira não é maior em nenhum sentido, nem em comoção", argumenta.

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O pesquisador questiona inclusive se este será o maior confronto entre Corinthians e Santos. "Pode ser, porque o máximo que eles haviam disputado era uma final de Campeonato Brasileiro (em 2002, vencida pelo Santos e marcada pela pedalada do santista Robinho à frente de Rogério). Mas antes tem o jogo de 68, que quebrou tabu (de 11 anos sem vitória corintiana sobre o Santos em Paulista), com Pelé, com Edu, com tudo o que marcou. Se agora chegar à decisão jogando bem, eliminando bem, pode desbancar", avalia o escritor de livros também sobre o Santos, em conjunto com o igualmente pesquisador Odir Cunha.

Os dois rivais sobem ao gramado às 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, no Pacaembu. Como venceu o jogo de ida por 1 a 0, na Vila Belmiro, o Corinthians pode até empatar para disputar a taça contra o vencedor do confronto entre Boca Juniors-ARG e Universidad de Chile e chegar mais longe do que a geração de 2000, eliminada pelo Palmeiras na semifinal.

"Em qualidade, esse time atual não supera. Talvez no modo de jogar, nessa nova concepção de futebol, com mais jogo coletivo. Mas não em número de craques. Aquela equipe tinha um meio-campo com Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho. O Kleber na lateral esquerda... Era um senhor time de futebol. Talvez a maior ou candidata a ser a maior da história. Mas essa pode chegar mais longe. É mais ou menos como a comparação entre a Seleção Brasileira de 82 e a de 94, que acabou chegando mais longe e foi campeã mundial", opina Unzelte.

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