Meia teve relógio roubado enquanto ia para o treino nesta quarta-feira, em São Paulo

Nova vítima da violência (após o sequestro relâmpago de Valdivia ), o meia Daniel Carvalh o não conseguiu espantar a fisionomia abatida ao atender a imprensa nesta quarta-feira à tarde para falar do assalto sofrido próximo ao CT do Palmeiras , na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. De cabeça baixa a maioria do tempo, o jogador reconheceu o susto ao ser rendido por dois motoqueiros armados e ser obrigado a ceder o seu relógio (avaliado em cerca de R$ 16 mil).

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Daniel Carvalho só quer saber da Copa do Brasil
AE
Daniel Carvalho só quer saber da Copa do Brasil

"Assusta, sem dúvida, foi uma situação rápida, de 20 ou 30 segundos. Você vê a arma e fica assustado, mas é tentar esquecer. Você fica chateado e triste, mas o importante é que não aconteceu nada comigo", disse o atleta, que participou sem restrições do treino disputado na Academia de Futebol.

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Agora, a missão de Daniel Carvalho é esquecer a situação inconveniente e se concentrar na partida desta quinta-feira do Palmeiras contra o Grêmio, que vale vaga na final da Copa do Brasil. O jogador é uma opção no meio-campo caso Valdívia não apareça como titular - o chileno está relacionado normalmente depois de duas semanas, quando também amargou um problema com a violência paulistana.

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No próprio treino desta terça-feira, Daniel Carvalho desconfia que sofreu reflexos dos momentos de terror. No treino de pênaltis comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o meia desperdiçou suas três cobranças. "Você precisa apagar, não pode misturar as coisas, eu serei cobrado como atleta, não pela vida pessoal, não tem a ver com o Palmeiras. Sem dúvida nenhuma, a partir de amanhã haverá uma cobrança para o Daniel", afirmou. "Mas isso vai ser mínimo perto da classificação da Copa do Brasil", emendou.

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Daniel Carvalho foi vítima do assalto quando ia para casa por volta do meio-dia (horário de Brasília). O meia vinha do aeroporto, já que passou o dia anterior em Porto Alegre resolvendo problemas particulares. Nascido no Rio Grande do Sul, ele evita falar em uma mudança de atitude depois de conhecer a violência de São Paulo: "Pode acontecer com qualquer um, eu estava com o vidro fechado. O que poderia fazer? Blindar o carro? Não vou fazer isso", afirmou Daniel Carvalho.

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