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Contrato de empréstimo do volante vai até o dia 30 de junho. Presidente do clube afirma que não irá às compras e aposta em jogadores formados na base

Denílson participa de treino no São Paulo
AE
Denílson participa de treino no São Paulo

O São Paulo não deverá contar com Denilson na sequência da temporada. O volante retornará de empréstimo ao Arsenal em julho. Ainda assim, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, não considera a possibilidade de investir na contratação de um jogador da posição. A aposta será nos atletas formados nas categorias de base.

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De acordo com Juvenal, a negociação para manter Denílson em definitivo ou mesmo prorrogar o empréstimo por mais seis meses está aberta. O desfecho mais provável, no entanto, é negativo. "Talvez volte, talvez não volte. O Arsenal quer um valor muito alto, quem sabe a gente tenha uma conversa que possa melhorar isso, mas agora está difícil", afirmou o mandatário são-paulino.

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O contrato é válido até o dia 30 de junho. Como Wellington e Fabrício estão machucados, o São Paulo passará a contar com apenas três volantes no elenco a partir desta data: Casemiro, Rodrigo Caio e Cícero. João Felipe, recém-saído das categorias de base, também é lembrado por Juvenal, sem tanto entusiasmo.

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"Vocês já ouviram falar no Rodrigo Caio? Já ouviram falar no Wellington, que daqui a pouco tira aquelas coisas? Será que nós achamos na praça melhores que Rodrigo Caio e Wellington? Eu tenho a pretensão de dizer aos senhores que eu entendo deste mister, é muito difícil achar quem possa substituir esses dois. O Wellington, quando despontou, pifou. Mas daqui a pouco o Rodrigo Caio enverga e o Wellington volta", disse Juvenal Juvêncio.

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Rodrigo Caio marca Neymar em jogo contra o Santos
AE
Rodrigo Caio marca Neymar em jogo contra o Santos

O objetivo do presidente são-paulino é não fazer de Rodrigo Caio um novo Denílson, ou seja, jogador que desiste da equipe por não jogar frequentemente. Em 2006, foi esse o motivo da saída do camisa 15 para o Arsenal, que agora detém seus direitos federativos. Juvenal citou ‘um técnico’ que não dava oportunidades ao atleta, repatriado quatro temporadas depois.

"O Denílson foi embora porque tinha um técnico, que eu esqueci o nome, que colocava ele no ônibus, ele vinha no vestiário e depois era cortado. Aí eu encontrava no CT da Barra Funda, encostado na parede. ‘Vem cá, o que está acontecendo? Futebol tem que ter alegria’. ‘Me cortaram até do ônibus’, ele respondia. ‘Você quer ir embora? Fala pro seu pai que eu vou te vender’. O que eu vou fazer com um garoto com impulsão, garra e vontade? Eu pus ele para jogar no Arsenal", disse o mandatário. O técnico em questão é Muricy Ramalho, que hoje comanda o Santos.

O companheiro Casemiro, também revelado na base do São Paulo, tem a mesma 'visão de futuro' do mandatário sobre Rodrigo Caio e João Felipe: "O Rodrigo Caio contra o Santos falaram muito bem dele, por causa da marcação no Neymar, que é o melhor jogador do Brasil. Tenho certeza que eles estão preparados, se estão no grupo do São Paulo é porque têm condição total de jogar. Eles vão corresponder do mesmo jeito do Denílson e do Fabrício", declarou.

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*Com Gazeta