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Saudosista, Marin se emociona com hino e vê resgate de orgulho da seleção

Proximidade com a seleção faz presidente da CBF se emocionar e relembrar tempos de atleta

Bruno Winckler , iG São Paulo |

Futura Press
José Maria está entusiasmado com a seleção

São apenas três meses como presidente da CBF. E neste período, José Maria Marin conseguiu transformar a imagem de quem comanda o futebol brasileiro numa figura muito mais simpática do que fizera Ricardo Teixeira em qualquer momento dos seus 23 anos de poder. Um pouco desta disposição pôde ser vista na visita de Marin às obras do estádio do Corinthians na sexta-feira.

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Afeito ao discurso improvisado (talvez fruto da experiência na política dos anos 70 e 80), Marin falou por quase 30 minutos sem interrupção. Demonstrou verdadeira identificação com a seleção brasileira ao comentar os recentes amistosos da equipe de Mano Menezes nos Estados Unidos (vitória sobre os EUA e derrotas para México e Argentina) e chegou a se emocionar ao comentar a experiência de ouvir o hino nacional cantado pelos brasileiros no estádio.

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“É um prazer conviver com essa geração de jogadores. Vamos ter uma oportunidade muito boa de ganhar a Olimpíada. Convivi com esse grupo. Tenham muita paciência, principalmente com os mais jovens. Porque a intenção deles é vestir a camisa com muito entusiasmo”, disse, fazendo o gesto símbolo da raça nos estádios ao bater a mão direita nas veias do braço esquerdo.

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Marin esteve nas obras do futuro estádio do Corinthians com Andrés Sanchez e Mário Gobbi

“Eles vão dar o máximo. Eu tenho bom senso, não vou exigir a vitória, mas sei que haverá entrega. Contra a Argentina fizemos um melhor futebol do que a Argentina, mas eles têm os melhor do mundo (Messi) . Eles têm vontade. E nós recuperamos a auto estima do maior produto nacional”, disse. “Ao ouvir 80 mil pessoas cantando o hino nacional você tem a real dimensão do que é defender o seu país. Não é patriotada. É um sentimento verdadeiro”, disse, com lágrimas nos olhos.

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Ex-jogador do São Paulo no início da década de 1950, Marin se recorda da dificuldade de ser jogador de futebol nesta época e por isso valoriza o sentimento que classifica como vivo entre os jogadores da atual seleção.

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“Eu jamais escondo minhas origens. Nunca escondi que fui um atleta quando havia preconceito contra o futebolista. No meu tempo o filho homem ia ser engenheiro, advogado, dentista, mas não futebolista. Hoje é carreira. Não nego também que fui politico. Agora nós estamos trabalhando pelo futebol. Confiem no trabalho do Andrés, do Mano Menezes, dessa geração”, disse Marin.

O presidente da CBF passará o final de semana no Chile, onde a seleção brasileira será homenageada pelos 50 anos do título mundial de 1962 conquistado em Santiago. Para ele, mais uma chance de fazer valer o “orgulho” brasileiro.

“Quero dizer que perdi quase cinco quilos, mas não é por qualquer problema de saúde, acontecimentos como esse (em Itaquera) me dão uma alegria. Tenho trabalhado muito, viajado muito. Vou para o Chile, que vai comemorar a primeira Copa por lá e que ganhamos. E fazem questão que representantes brasileiros estejam lá”, lembrou. “Será hora de reverenciar Garrincha, Amarildo, que jogou no lugar do Pelé e toda aquela seleção”, comentou o bem humorado presidente da CBF, longe de ser a figura rabugenta que parecia ser seu antecessor.

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