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Visibilidade no Independência não tem solução, diz estudo

Três propostas foram apresentadas para minimizar o problema, mas nenhuma resolve em absoluto

Frederico Machado - iG Belo Horizonte |

Frederico Machado
Visão (ou falta dela) na primeira fileira das arquibancadas no Independência

Os torcedores do futebol mineiro que estão acompanhando os jogos de seus clubes no Independência continuarão sofrendo com a falta de visibilidade no estádio. A conclusão é de um grupo de estudos voluntário feito por engenheiros da UFMG, que apresentou três alternativas para minimizar o problema.

Leia também: Cruzeiro se reencontra com torcida da capital no Independência

Cerca de seis mil assentos no novo Independência possuem graves problemas de visibilidade, o que dificulta aos torcedores assistir à partida. Como as arquibancadas são muito inclinadas, foram instalados guarda-corpos de metal como medida de segurança.

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O grupo de estudos comandado pelo engenheiro civil e professor da UFMG Abdias Magalhães Gomes analisou a situação e chegou a uma conclusão alarmante: a situação não tem solução e o problema deveria ter sido pensado na hora da construção das novas arquibancadas.

"O problema de visibilidade é crônico e as três propostas apresentadas não resolvem o problema, apenas o amenizam. São medidas paliativas e o setor nunca terá 100% de visibilidade", afirmou o engenheiro Abdias Magalhães.

Frederico Machado
Torcedores evitam as primeiras fileiras com visão prejudicada

Alternativas e custos
A primeira proposta diminuiria a parte superior do guarda-corpo, reduzindo o aparato de 1,10m para 1m. Essa medida custaria R$1,2 milhão aos administradores do estádio.

A segunda é a mais cara e envolve a substituição dos guarda-corpos de metal para vidros da mesma altura, custando R$8 milhões. A terceira e última alternariva é manter o guarda-corpo com a mesma altura mas cortá-lo, fazendo um buraco de 35 centímetros para aumentar a visibilidade. O custo seria de R$3,2 milhões

Segundo o coordenador do grupo de estudor, a decisão sobre qual proposta será acatada (ou se nenhuma delas) será tomada por representantes do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), do Corpo de Bombeiros e pelo Departamento de Engenharia do Ministério Público, que terão 20 dias para analisar as propostas. O responsável pelo pagamento dessa reforma também não foi definido ainda.

Histórico de problemas
A obra do estádio Independência causou muita polêmica em quase todos seus estágios. A reforma era programada para terminar antes do início das obras do Mineirão, o que não aconteceu e deixou a capital mineira sem estádios.

O orçamento inicial para a reforma do Independência era de R$46 milhões, mas a obra foi finalizada custando R$149 milhões. Em visita ao estádio no jogo de inauguração, a reportagem do iG ainda constatou outros problemas, como banheiros sem luzes, falta de estacionamento e bares fechados.

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