No entanto, o presidente da CBF rechaçou a possibilidade do time do Morumbi obter algum privilégio nos bastidores

Marin é torcedor do São Paulo
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Marin é torcedor do São Paulo

Responsável pela presidência da CBF desde a saída de Ricardo Teixeira, José Maria Marin reforçou a sua preocupação com os recentes imbróglios jurídicos entre clubes brasileiros. O mais emblemático deles foi justamente o ‘Caso Oscar’, que precisou contar com a intervenção do dirigente para que uma decisão fosse tomada entre São Paulo e Internacional.

Marin demonstrou franqueza durante o assunto e admitiu ser sócio do clube do Morumbi. Embora tenha ligação com a equipe são-paulina, o presidente da CBF rechaçou a possibilidade do time obter algum privilégio nos bastidores e procurou utilizar a situação envolvendo o armador colorado para exemplificar o seu discurso.

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Formado nas categorias de base do São Paulo, Oscar deixou o clube através de uma liminar na Justiça e se transferiu para o Internacional posteriormente. O atleta passou a se destacar no Inter e fez com que os dirigentes paulistanos cobrassem uma multa referente ao passe do seu ex-atleta. A medida judicial conseguiu impedir a presença do atleta nos gramados durante algumas partidas e se estendeu nos tribunais até a Justiça do Trabalho determinar a sua cassação. A situação só foi resolvida oficialmente na última semana, quando os gaúchos anunciaram a compra de seu passe por R$ 15 milhões.

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"Eu sou sócio do São Paulo, mas não me envolvo nas questões políticas do clube. Eu me dou bem com todos, sou amigo particular do Juvenal (Juvêncio, presidente do time), mas na minha posição, o São Paulo terá os mesmos direitos que os demais clubes. Eu, inclusive, perguntei ao Giovanni (Luigi, presidente do Inter) se eu podia conversar com o Juvenal. É dever do presidente promover o diálogo entre os clubes nestas situações", revelou Marin, em entrevista ao programa Bem, Amigos , do canal Sportv .

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Sem tomar uma posição no caso envolvendo o atual camisa 10 da seleção brasileira, o dirigente destacou a importância que o meia adquiriu no futebol nacional e pediu para que episódios como esse não atrapalhem novamente a carreira de jovens jogadores. "Eu quero esse menino jogando bola. Eu não quero ele no tribunal. O Brasil precisa dele e eu tenho quase certeza de que ele será um dos convocados para as próximas competições internacionais."

Oscar esteve em campo nas vitórias sobre Dinamarca e Estados Unidos e na derrota por 2 a 0 para o México, no último domingo. O jogador teve participação importante nos triunfos conquistados pela seleção brasileira na série de amistosos programada para acontecer na Europa e no continente americano e estará em campo novamente no próximo sábado, no clássico contra a Argentina. Além disso, o atleta conta com forte aprovação para integrar o time que tentará a inédita medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, sendo favorito para assumir a titularidade na criação das jogadas ofensivas da equipe.

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