Diretor de futebol do Palmeiras diz se afastar do amigo Scolari para poder tomar as decisões corretas

César Sampaio assumiu cargo em novembro de 2011
Gazeta Press
César Sampaio assumiu cargo em novembro de 2011

César Sampaio foi o capitão da equipe de Luiz Felipe Scolari na conquista da Copa Libertadores de 1999. Porém, desde que assumiu a gerência de futebol do Palmeiras , em novembro passado, o ex-volante precisou se distanciar do treinador, para poder cobrá-lo nos momentos de divergência. Apesar de considerar o técnico como um pai, o dirigente se diz profissional para questionar o pentacampeão quando não concorda com as decisões nos jogos.

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"A minha relação com o Felipão foi uma das mais difíceis, não sei se ele tinha uma imagem minha ainda como jogador... E minha primeira reunião com ele no Palmeiras era para mandá-lo embora", conta o diretor, que não concordou com a decisão. "Preciso manter a distância para ter outro ângulo de visão", disse o ex-jogador que ainda disse não temer um desgaste na relação com o amigo Scolari .

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Sampaio ainda saiu em defesa do presidente do clube Arnaldo Tirone. Apontado pelos críticos como um 'banana', o dirigente recebeu apoio do ex-atleta, que disse nunca ter ficado sem resposta.

"Sempre que precisei de uma definição, ele definiu. Todas as vezes em que peço a ele a solução de um problema, levo duas ou três opções. Ele sempre define uma delas ou dá outra direção. Ele representa o clube todo, mas, no meu convívio com ele, nunca me deixou uma pergunta sem resposta. E digo o mesmo em relação ao Frizzo, que, às vezes, explica que vai dar a resposta no dia seguinte e define", explicou o diretor palmeirense.

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A reta decisiva do Palmeiras nesta Copa do Brasil pode ser determinante para o trabalho do gerente, que está ciente de que só com título pode ter tranquilidade no clube. Além disso, Sampaio ainda observa alguns jogadores assustados com a forte pressão existente no Palmeiras. “Para ter paz aqui, tem de ganhar”, receita.

"Acho que alguns dos jogadores estão assustados com o jogo de interesses e a parte política. Fazemos reuniões com eles, mas o entorno acaba influenciando emocionalmente na produção de alguns. Um jogador veio na minha sala e falou: ‘César, não consigo jogar, me tira daqui’. E ele saiu", conta Sampaio, que prefere não dizer o nome do jogador

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