Presidente do Atlético-MG diz que vetou nome de Wright na CBF

Ex-árbitro seria o corregedor de arbitragem da entidade. Jogo polêmico na Libertadores de 81 levou cartola a fazer pedido

Paulo Passos, iG São Paulo, e Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Divulgação CBF
Marin entre Aristeu Leonardo Tavares (à esq.) e Edson Rezende de Oliveira
O presidente do Atlético-MG , Alexandre Kalil, diz que vetou a indicação de José Roberto Wright para a corregedoria do departamento de arbitragem da CBF. O ex-árbitro e comentarista, segundo o dirigente mineiro, era o nome preferido de José Maria Marin, presidente da entidade, para assumir o cargo, que ficou com Edson Rezende de Oliveira.

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“Falei para ele que não aceitava o Wrigth. Era uma aversão ao Atlético-MG pelo o que ele fez em 1981, quando o meu pai era presidente (se referindo a uma partida da Libertadores de 81 entre Atletico e Fla)”, disse Kalil ao iG . “Na reunião, o Marin não disse sim nem não, só falou ‘já entendi’”, completou o cartola, que esteve reunido com o número 1 da CBF na última segunda-feira.

Em 1981, Wrigth apitou um jogo decisivo entre Atlético-MG e Flamengo na Copa Libertadores da América. O árbitro expulsou cinco jogadores do time mineiro ainda no primeiro tempo e a partida teve que ser encerrada por falta de atletas em campo, classificando o Flamengo para a fase final do torneio.

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Questionado sobre as declarações de Kalil, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, Marin negou a versão. “Os nomes escolhidos são esses que apresentei. Invoco testemunho do Sérgio Corrêa (presidente da Comissão Nacional de Arbitragem). Os nomes escolhidos foram cogitados há muito tempo”, afirmou.

Marin anunciou nesta sexta-feira os nomes do ex-árbitro Edson Resende de Oliveira como corregedor de arbitragem na entidade e do ex-auxiliar Aristeu Leonardo Tavares como ouvidor. Delegado da Polícia Federal aposentado, Edson Resende de Oliveira já foi presidente do departamento de arbitragem da entidade. Aristeu Leonardo Tavarez, que esteve na Copa de 2006 como auxiliar, é coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

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O presidente da CBF também confirmou que a partir deste ano o Campeonato Brasileiro teráum assistente atrás de cada um dos gols em todas as partidas da séria A, por conta da autorização da Fifa. A informação já havia sido divulgada pelo cartola em entrevista nesta quinta-feira.

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