José Maria Marin afirmou que em casos de quebra de hierarquia ou indisciplina, ele poderá vetar atletas

Um dia depois de declarar que irá conferir o nome dos convocados do técnico Mano Menezes para as Olimpíadas de Londres com um dia de antecedência, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, disse que não pretende ter interferência em futuras listas ou escalações do técnico. Exceto por duas situações: quebra de hierarquia ou disciplina.

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José Maria Marín assumiu a CBF em março
AE
José Maria Marín assumiu a CBF em março
Para citar um exemplo, Marin comentou o caso do ex-lateral do Flamengo e da seleção brasileira, Leandro, que foi cortado da Copa de 1986 pelo técnico Telê Santana, após fugir da concentração com o atacante Renato Gaúcho.

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“Soube que o Leandro, lateral e zagueiro do Flamengo, não havia aparecido para o embarque. Eu vetei, porque aí não era um caso técnico, era disciplinar. Tanto que foi para o lugar do Leandro o Josimar, que era do Botafogo. Não convoquei ele, não dei nenhum palpite. Não existe interferência, exceto quando for um caso de hierarquia e compromisso”, disse Marin, que era chefe de delegação naquela Copa do Mundo.

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Para Marin, que faz questão de destacar os 'modos antigos', ter a lista com antecedência também é uma questão de responsabilidade. Como presidente da entidade máxima do futebol, ele acredita ter direito de conhecer os nomes em primeira mão: “Eu não desejo vetar nem é nossa intenção, mas acho perfeitamente normal para quem acompanha futebol 24 horas, saber a relação. Jamais tomarão conhecimento que eu interferi não apenas na seleção olímpicas, mas em qualquer uma”.

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Romário esteve com José Maria Marin nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro
Divulgação / CBF
Romário esteve com José Maria Marin nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro
“Só acho que minha obrigação é de fazer cobranças. Se não eu seria omisso, porque todos estão me cobrando. Ninguém pergunta da construção do Maracanã, da Arena Pernambuco. Perguntam da seleção brasileira”, disse o presidente da CBF, em coletiva nesta sexta-feira, na sede da entidade, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Mano volta a ser pressionado
Assim como fez nas últimas entrevistas, Marin voltou a declarar que apenas resultados irão segurar o técnico Mano Menezes no cargo. Uma boa participação nas Olimpíadas de Londres seria vital para que o treinador continuasse a frente do projeto para a Copa de 2014.

“O que garante qualquer pessoa, qualquer profissional, são os resultados. O Mano pode trabalhar com a maior tranquilidade. A única coisa que disse para ele pessoalmente foi que jamais ele será surpreendido por uma atitude indigna do Marin”, disse Marin, que além de pressionar, também elogiou o comandante, na mesma linha que tem seguido desde que assumiu a CBF.

“Trato ele com o maior respeito possível. Ele desempenha suas funções com a maior seriedade. Não há nenhum motivo para desconfiar sobre a competência do seu trabalho. O Futuro a Deus pertence. Agora, queira Deus que ele tenha um bom desempenho nas Olimpíadas”.

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