Árbitro que “expulsou” vascaínos mantém súmula e se diz ofendido

Wágner dos Santos Rosa afirma ter visto Diego Souza atirando uma bola em sua direção mesmo protegido por policiais do Gepe

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Futura Press
Vascaínos tentaram agredir árbitro após o jogo contra o Flamengo
O árbitro Wágner dos Santos Rosa, que relatou as ofensas e tentativa de agressão por parte dos jogadores do Vasco no clássico contra o Flamengo, no último dia 7 de abril, foi o primeiro a depor no julgamento desta quarta-feira no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio. Diego Souza , Fágner, Eduardo Costa , Fellipe Bastos e Rodolfo foram expulsos, podem ser punidos e ficar fora da semifinal de domingo, contra o mesmo time rubro-negro, no Engenhão. Wágner dos Santos manteve o que está na súmula.

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“Confirmo na íntegra as afirmações que fiz, pois me senti profundamente ofendido”, disse o árbitro. Segundo Wágner, após o fim de jogo Rodolfo e Eduardo Costa partiram em sua direção e o agrediram com empurrões nas costas. Os dois atletas foram denunciados pelo TJD por praticar agressão física (suspensão de no mínimo 180 dias) e ofensas (quatro a seis jogos de suspensão, mais multa).

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O árbitro também relatou que Diego Souza chutou a bola em sua direção. O meia foi acusado por praticar agressão física. Além disso, Wágner afirmou que no meio do tumulto, os jogadores Fágner e Fellipe Bastos invadiram o campo e tentaram ultrapassar a barreira dos policiais. Ambos os jogadores foram denunciados pela prática de agressão física e invasão do gramado e podem pegar de um a três jogos de suspensão. O árbitro reiterou essas acusações, contidas na súmula, nesta quarta.

Um dos questionamentos da defesa vascaína foi sobre a bola atirada por Diego Souza contra o juiz, no momento em que seus demais companheiros cercavam o árbitro. Wágner viu o camisa de São Januário atirar duas bolas em sua direção.

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“Num primeiro momento, vi (Diego Souza). Num segundo momento, foi informado pelo quarto árbitro Marcelo Venito”, reiterou o árbitro, acrescentando: “Não posso precisar, mas ele estava a menos de 20 metros de mim”.

Wágner dos Santos conta o episódio se deu logo no começo da agressão. Ou seja, tão logo os jogadores foram na sua direção o pressionar pelo pênalti marcado sobre Léo Moura nos acréscimos – Ronaldinho Gaúcho cobrou o converteu, decretando a vitória rubro-negra por 2 a 1.

“Foi logo no início da confusão, no momento em que Eduardo Costa e Rodolfo me cercaram. A barreira do Gepe (policiais do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) fez o isolamento. Mas apesar do isolamento, a visão era claro do Diego me atirando a bola”, afirmou Wagner.

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