Defendido por presidente da Ferj, nome do ex-treinador não foi unanimidade entre todos os presentes

A indicação de Zagallo para a vice-presidência da CBF divide opiniões entre os dirigentes
Gazeta Press
A indicação de Zagallo para a vice-presidência da CBF divide opiniões entre os dirigentes
A votação do novo vice-presidente da região Sudeste da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), já que o cargo ficou vago após José Maria Marin assumir a cadeira máxima da entidade, será realizada em assembleia sem data definida. O debate sobre a indicação do ex-treinador da seleção brasileira Zagallo , porém, já esquentou nos corredores. Nesta segunda-feira, em assembleia com as 27 federações do futebol brasileiro, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o nome do ex-técnico causou discórdia entre seus defensores e os representantes de outros Estados.

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Por conta de um acordo entre Rio de Janeiro e São Paulo, a indicação do futuro vice-presidente seria dos cariocas. Para Rubens Lopes, presidente da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), por conta de sua história e ligação com a CBF, o nome do ex-treinador não deve ser rejeitado pelos outros Estados, que também participam da votação.

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"Todos têm direito de voto, de opinar, mas seria na verdade uma insanidade não aceitarem o nome do Zagallo. Uma pessoal tão identificada, que comandou a seleção brasileira em Copas do Mundo, algo muito mais complicado que o cargo que está sendo pleiteado. É um homem preparado para representar e desempenhar aquela função. Não entrará na pauta de hoje (a votação), mas Zagallo deve ser candidato único", disse Lopes.

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Alguns presidentes de federações não quiseram comentar a indicação de Zagallo, enquanto outros foram contra, mas optaram por não se identificar. Já Gustavo Feijó, presidente da FAF (Federação Alagoana de Futebol), curiosamente o Estado em que nasceu Zagallo, se mostrou contrário.

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Feijó explicou por que considera equivocada a nomeação do ex-treinador na CBF. "Todos os brasileiros têm muito respeito pelo Zagallo, mas temos que observar o cargo, os detalhes. Não acho que seja momento para isso. Na carreira, Zagallo deu a sua contribuição para o futebol brasileiro, mas não é o momento. Precisamos de pessoas para um debate de ideias, para somar", disse Feijó.

A indicação de Zagallo foi uma tentativa da Ferj de impedir que o nome de Marco Polo del Nero, presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), aumente ainda mais a influência na entidade paulista e do próprio Del Nero, o é 'mentor' de José Maria Marin, presidente da CBF após a saída de Ricardo Teixeira.

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