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Treinador, que tornou a criticar a política do clube, diz que a estrutura evoluiu, mas falta de verba e organização atrapalha

Felipão lamentou que hoje não exista a mesma facilidade para contratar
AE
Felipão lamentou que hoje não exista a mesma facilidade para contratar
O atual treinador do Palmeiras , Luiz Felipe Scolari , que também comandou o time entre 1998 e 2000, na última fase de grandes vitórias do clube, afirma que a principal diferença entre as duas eras do time do Palestra Itália é o dinheiro injetado pela Parmalat na contratação de atletas. Ele ressaltou a evolução estrutural do clube neste período, mas lamentou a limitação do orçamento para reforços.

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"Nós tínhamos a Parmalat. Eu dava o nome do Paulo Nunes, no outro dia desceram em Portugal e em três dias o Paulo Nunes desceu aqui. O Arce era do Grêmio. Para o Palmeiras era tranquilo, 70% do valor do contrato a Parmalat cumpria. Hoje, a parte física, centro técnico, está 10 vezes melhor que em 1998, mas a direção este ano deu aqueles jogadores, dentro das condições, para que a equipe fosse boa", declarou o treinador em entrevista ao programa Bate-Bola , da ESPN Brasil .

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O comandante também voltou a criticar a política palmeirense, afirmando que os dois anos de mandato não são suficientes para resolver as questões do clube, mas lembrou que todos tem uma parcela de culpa pela 'seca' de títulos e da má fase do Palmeiras . "Os jogadores também tem parte da responsabilidade. Eu assumo a maior parte que é a minha. Não é mais parte de dirigentes. A briga de dirigentes vai ser até 2099. É um inferno, é isso que está acontecendo", reclamou Scolari .

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Felipão ainda aproveitou a entrevista para comentar o jogo de domingo contra o Comercial e criticou a arbitragem, alegando que houve pênalti não marcado em Leandro Amaro , e que o primeiro gol dos ribeirão-pretanos saiu após um lance no qual sua defesa parou achando que foi marcada a falta. Entretanto, não negou que seu time apresentou um futebol abaixo da média, mas minimizou uma possível crise.

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"Nosso objetivo foi traçado de cinco em cinco jogos. A cada 15 pontos disputados, foi traçado que conquistaríamos em média 11. Só nos últimas 4 rodadas que deu uma caída. Isso não dá medo, mas precisamos ver o que acontece no time e tomar alguma decisão. Alguma coisa nós temos que fazer, trocar alguma peça ou o esquema", disse o técnico.

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Romário na Copa
Scolari também foi questionado sobre a época em que dirigiu a seleção brasileira e sobre a polêmica nacional que se formou quando decidiu que não convocaria Romário para a Copa do Mundo de 2002. Segundo ele, o ex-atacante, hoje deputado federal, pediu para conversar com ele e esclarecer o assunto, e o treinador do pentacampeonato afirmou que a decisão foi apenas "uma escolha".

"Tive a oportunidade de ficar num evento com o Romário em Fortaleza, falamos sobre várias coisas. Ele disse 'Felipão, vamos precisar falar um dia, algumas coisas não foram verdadeiras'. Disse que também tinha que falar com ele. Eu fiz uma escolha, como vou fazer no próximo domingo", explicou o treinador.