Funcionários da construtora OAS protestaram contra atropelamento de José Elias Machado

Bombeiros tiveram trabalho para controlar chamas
Agência Estado
Bombeiros tiveram trabalho para controlar chamas
Uma morte seguida de protesto com incêndio tumultuou o domingo na Arena, o futuro estádio do Grêmio . Ao se dirigir do canteiro da obra, no Bairro Humaitá, em Porto Alegre, para o alojamento, locais divididos pela BR-290, José Elias Machado, 40 anos, foi atropelado por uma caminhonete. Revoltados com o caso, cerca de 500 funcionários iniciaram um protesto que terminou com a destruição de um dos alojamentos usados como dormitório.

O caso aconteceu por volta das 19h30min – enquanto o Grêmio vencia o Cruzeiro no Olímpico . De acordo com o tenente Alexandre Cunha Gomes, da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, os operários tentaram linchar o motorista.

“Eles usaram pedras, mas foram impedidos pelos colegas da Polícia Rodoviária Federal. Até tentaram virar a viatura. Foram dispersados com dificuldade”, contou o policial.

Então, o grupo de operários rumou para o Alojamento 02. Usaram fósforos e isqueiros para queimar colchões e cortinas. Eles consideravam a travessia insegura. O Corpo de Bombeiros foi chamado e controlou as chamas. A perícia isolou o local.

A OAS, de acordo com a assessoria de imprensa,  irá se manifestar nesta segunda-feira. A obra, com previsão de término em 28 de novembro de 2012, já teve duas greves, parou por 15 dias e esteve embargada pelo Ministério do Trabalho. Os funcionários passariam a noite em hotéis no centro da cidade a serem escolhidos pela empresa.

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