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Futebol

07/12 - 17:35

Paraná busca microinvestidores para ter R$ 3 milhões em 2011
Ideia do presidente Aquilino Romani é montar um grupo de apoio, formado por 10 conselheiros, a fim de capitalizar o futebol do clube para a próxima temporada

Altair Santos, iG Curitiba

Para não repetir o que ocorreu neste ano, o Paraná pretende ter em 2011 uma receita exclusiva para o futebol. O objetivo é não precisar atrasar salários e nem recorrer a papagaios bancários para cobrir a folha de pagamento. Os recursos necessários para conseguir cumprir todo o calendário do ano que vem parte de R$ 3 milhões. Por isso, o presidente Aquilino Romani tem a ideia de atrair microinvestidores, numa espécie de G10. “Ser cada um contribuir com R$ 300 mil, já teremos recursos para sustentar a folha de pagamento o ano todo”, calcula o dirigente.

A intenção é de que o dinheiro dos investidores só possa ser resgatado em cinco anos. Esse é o prazo que Aquilino estima para que o Paraná Clube consiga pôr ordem em suas finanças. O dirigente também pretende propor uma reforma estatutária, para que o futebol possa ter uma gestão mais profissional. “Hoje, o futebol acaba centralizando as reuniões do conselho deliberativo, e cada um quer dar uma sugestão. O ideal é que o departamento de futebol possa tomar decisões com mais independência”, avalia.

Caso o Paraná consiga formar o G10, será a terceira tentativa do clube de capitalizar seu departamento de futebol com recursos externos. A primeira delas foi através das parcerias com empresários. O clube até colheu bons frutos entre 2005 e 2007, mas decidiu alterar a modalidade para atrair recursos e montou um grupo de investidores. Vários conselheiros se cotizavam para comprar direitos de jogadores, mas como os atletas não trouxeram o retorno esperado até hoje o clube deve a quem investiu.

No caso do G10, a filosofia é mais modesta: a meta é dar sustentatibilidade financeira para que o clube consiga manter o elenco na temporada 2011. “Estamos estudando essa possibilidade. Caso não seja aceita, vamos buscar outras alternativas”, garante Aquilino Romani.


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