Futebol
01/12 - 07:00
Saiba quais são os prós e contras das candidaturas para as Copas do Mundo de 2018 e 2022
No total, onze países estão no páreo para sediar os dois Mundiais, sendo que existem dois projetos em conjunto: Espanha/Portugal e Holanda /Bélgica
Mário André Monteiro, iG São Paulo
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Nesta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, a Fifa anunciará as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Diferente de quando o Brasil foi escolhido para organizar o Mundial de 2014, sem qualquer concorrente, a disputa 2018 e 2022 está acirrada e com “candidaturas satisfatórias”, de acordo com relatório da própria entidade.
Para o torneio de 2018, Inglaterra, Rússia e os projetos conjuntos de Espanha/Portugal e Holanda/Bélgica estão no páreo. No Mundial de quatro anos depois, o de 2022, Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul tentam vencer a eleição pela segunda vez, enquanto Catar e Austrália brigam para sediar a Copa pela primeira vez.
Veja abaixo os pontos positivos e negativos de cada candidatura:
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INGLATERRA
Prós: A tradição inglesa em organizar eventos de alto nível pesa a favor. O sucesso e rapidez nas obras dos Jogos Olímpicos de 2012 é um fator que anima a Fifa para eventuais construções de novos estádios A entidade avaliou também que o país tem potencial de mercado e tecnologia suficientes para receber o evento. Dentro das quatro linhas, a Premier League é considerada uma das ligas mais fortes do mundo, um trunfo para os britânicos.
Contras: A rede hoteleira, hoje, não comportaria uma Copa do Mundo. A criação de novos quartos para o Mundial poderá encarecer a estadia dos turistas e das seleções. A rede ferroviária de trens de alta velocidade foi citada como um problema.
RÚSSIA
Prós: O apoio de Vladimir Putin é o grande trunfo russo. O primeiro-ministro avisou que dinheiro não é problema para o país e já prometeu, pelo menos, dez novos estádios. O político ainda assegurou que haverá isenção de vistos para os turistas e jogadores. Por ser um país territorialmente grande, hotéis não faltarão – são mais de 100 mil quartos.
Contras: As longas distâncias entre as 13 cidades-sedes indicadas são o grande obstáculo do país. A infraestrutura de transportes aéreos e terrestres é considerada de alto risco pela Fifa, uma vez que a Rússia possui poucas estradas em condições ideais. A comunicação precisa ser melhorada em muitos dos locais, de acordo com relatório da Fifa.
ESPANHA / PORTUGAL
Prós: O sucesso e experiência da Eurocopa de 2004, em Portugal, é o principal ponto positivo. A grande maioria dos estádios da candidatura já está pronta para receber os jogos em 2018. Os governos dos dois países já anunciaram apoio ao comitê, que indicou 18 cidades-sedes e 21 palcos dentro das condições ideais.
Contras: Não foi especificado para Fifa nenhuma medida para melhoria da segurança, transportes e acomodações. A crise financeira que se instalou sobre Portugal nos últimos meses deixou a candidatura enfraquecida.
HOLANDA / BÉLGICA
Prós: 14 estádios foram indicados, sendo que sete serão construídos e os outros sete já existem, necessitando apenas de ampliações ou reformas – muitos remanescentes da Eurocopa de 2000. Os países apostam na geografia privilegiada e na boa estrutura de transportes para vencer. Uma das idéias é utilizar a bicicleta como meio de transporte. A maior distância entre as 12 cidades apresentadas é de 375 quilômetros, de fácil locomoção. Outro ponto a favor é que os países não são focos de terroristas.
Contras: A estrutura hoteleira dos países ainda está aquém do ideal para receber um Mundial. Faltam quartos para turistas e para as equipes, e a criação de acomodações pode encarecer a estadia. Além disso, os governos belga e holandês ainda não se mostraram entusiasmados com a candidatura e não dão o apoio e garantias necessárias. Com relação ao futebol, as fracas competições nacionais das nações podem ser fatores que pesem contra.
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ESTADOS UNIDOS
Prós: A organização da Copa de 1994 deixou boa impressão, o que fortalece os norte-americanos na disputa. Outro ponto positivo é o crescimento do futebol no país, com a contratação recente de nomes consagrados para a liga nacional, como David Beckham e Thierry Henry. O presidente Barack Obama já declarou apoio formal do governo na candidatura.
Contras: A extensão territorial é um agravante. A locomoção de torcedores dependerá essencialmente do transporte aéreo. Além disso, o país vive sob alerta constante de ameaças terroristas, algo que não acontecia em 1994.
JAPÃO
Prós: Por ser uma ilha de pequena extensão, facilitaria a locomoção de times e turistas. O Japão é um país tradicionalmente tecnológico, fato que dá um degrau a mais para os japoneses. Os estádios remanescentes da Copa de 2002, organizada em conjunto com a Coréia do Sul, fazem com que poucas obras sejam necessárias. A rede hoteleira foi exaltada no relatório, quase dobrando o número requisitado pela Fifa.
Contras: Organizou a Copa de 2002, e a proximidade dos eventos pode prejudicar os japoneses. A Fifa ainda considerou que o país precisa de mais locais para treinamento das seleções.
CORÉIA DO SUL
Prós: A economia sul-coreana foi uma das que mais cresceu nos últimos anos no mundo, deixando o país com uma estrutura financeira sólida e sem riscos. Assim como o Japão, tem os estádios construídos para Copa de 2002 já em perfeitas condições para receber os jogos.
Contras: Enfrenta o mesmo problema que o Japão: sediou um Mundial recentemente, em 2002. O padrão qualidade das acomodações no país não é a ideal. Segundo a Fifa, a maioria dos hotéis possuem duas ou três estrelas, ficando abaixo do requisitado.
CATAR
Prós: Dinheiro é o que não falta no país do Oriente Médio, rico por conta da produção de petróleo. Os estádios que já existem possuem uma estrutura invejável e os novos que provavelmente serão erguidos devem conter projetos parecidos. Estruturas hoteleira e de transportes foram elogiadas no relatório.
Contras: O calor catariano é insuportável na época da Copa do Mundo – com picos de mais de 40º C –, o que representa um risco enorme aos turistas e atletas, apesar da proposta do governo em climatizar os estádios. No projeto, dez dos 12 estádios estarão localizados num raio de 30 quilômetros, o que pode causar problema logístico e de grande concentração de pessoas.
AUSTRÁLIA
Prós: Os australianos dispõem de toda a infraestrutura necessária para receber o Mundial. Os sucessos nas organizações dos Jogos Olímpicos de 1956, em Melbourne, e de 2000, em Sydney, são grandes apostas do país. E o fato de nunca ter ocorrido uma Copa do Mundo na Oceania é o principal fator que pode pesar a favor.
Contras: O futebol no país ainda é semi-amador. Outras modalidades, como o rúgbi e críquete, por exemplo, são mais tradicionais na Austrália. Existem poucos estádios próprios para o futebol e essas arenas teriam que ser adaptadas para receber a Copa do Mundo, o que elevaria o valor do investimento. A extensão territorial do país também pesa contra, já que, assim como os Estados Unidos, dependeria muito do transporte aéreo. A Fifa também citou os pouco hotéis em condições de receber turistas e seleções.
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AFP
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