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18/11 - 14:27

Após Jonas Brothers, Portuguesa coloca Canindé como alternativa para shows

Show da banda norte-americana teve público de 15 mil, mas capacidade do estádio pode chegar a 35 mil pessoas dependendo da formatação do espetáculo

Gazeta Esportiva

O sucesso na organização do show da banda Jonas Brothers no estádio do Canindé, em 7 de novembro, deixou a diretoria da Portuguesa bastante satisfeita. Com uma boa renda e sem prejuízos estruturais ou no gramado, o clube agora tenta colocar sua arena como uma alternativa para grandes eventos de entretenimento na capital paulista, segundo explicou o gerente de marketing, Fábio Porto.

"Não posso divulgar o valor arrecadado, mas posso falar que, comparado às outras opções de São Paulo com espaço equivalente, foram números muito bons e muito próximos de outras estruturas que têm feito até mais shows. O valor acertado entre a gente e a empresa organizadora foi bem perto desta realidade de mercado", afirmou o dirigente nesta quinta-feira.

A parceria para a vinda do Jonas Brothers ao Brasil foi feita com a produtora Tickets 4 Fun (T4F), que já estuda e negocia novos eventos no Canindé. O público no evento foi de cerca de 15 mil, mas a capacidade do local pode chegar a 35 mil pessoas dependendo da formatação do espetáculo - no show dos ídolos teen, a organização colocou cadeiras no espaço do gramado.

"Tivemos resultados muito interessantes em termos de estrutura, porque conseguimos atender necessidades de acesso para quem veio ao show, tanto de carro pela Marginal como de metrô, trem e ônibus", afirmou Fábio Porto. Assim, a intenção do clube é seguir os passos do São Paulo, clube que lucra muito com eventos no Morumbi. Concorrer com a arena são-paulina, no entanto, não é uma opção.

"No Morumbi você tem megaeventos, que, pela capacidade, não temos condição de fazer. São para 60, 70 mil pessoas, usando o gramado. A gente considera concorrência direta o Pacaembu, que tem problemas com a associação de moradores locais, e o Parque Antarctica, que hoje não está operando", explicou o gerente de marketing, citando as obras de reforma no estádio do Palmeiras.

"O Morumbi deve entrar em obras no futuro também, mas, dependendo do show, a gente não vai ter como receber tanta gente. Quando o Morumbi fechar, isso vai ser uma incógnita. Nosso mercado não é para megashows", complementou Fábio Porto, atento às limitações da Portuguesa diante do crescente mercado de eventos de entretenimento.


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