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Futebol

23/10 - 07:00

Depois de jogar só oito minutos contra o Palmeiras no ano, Roberto Carlos tem nova chance de ganhar a torcida
Envolvido em polêmica nesta semana, lateral enfrenta seu antigo clube, contra quem esteve "ausente" nos dois encontros deste ano

Bruno Winckler, iG São Paulo

Maior contratação do ano do centenário corintiano, Roberto Carlos tem neste domingo sua grande chance de se redimir da polêmica em que se envolveu na quinta-feira ao falar à ESPN Brasil sobre o comportamento dos europeus Real Madrid e Manchester United no Mundial de Clubes de 2000 vencido pelo Corinthians, lembrado pelo lateral-esquerdo como um “Mundialito”. E essa chance acontecerá exatamente contra o Palmeiras, seu último clube antes de se transferir para o futebol europeu há 15 anos, e contra quem Roberto Carlos só jogou oito minutos este ano.

Em janeiro, na sua terceira partida após o retorno ao futebol brasileiro, o lateral entrou como titular no seu primeiro clássico contra seu ex-clube. O Corinthians abriu o placar aos seis minutos com Jorge Henrique, mas dois minutos depois, ele foi expulso por falta violenta em João Arthur, no meio do campo.

Na segunda chance que teria para enfrentar o Palmeiras, no dia 1º de agosto, na estreia de Adilson Batista, Roberto Carlos estava suspenso e Leandro Castán jogou no seu lugar. Ou seja, após 10 meses daqueles míseros minutos, Roberto reencontra o grande rival corintiano para tentar com uma boa atuação apagar de vez as rusgas por ter afirmado que seus companheiros de Real Madrid encaram o Mundial de clubes de 2000 como “férias”.

A estreia de Tite anima o jogador, que reconhece ter caído de rendimento com Adilson Batista. “Eu perdi muito espaço no campo (com Adilson). Ele colocava os dois laterais 'espetados' lá na frente esperando os laterais do time adversário. E eu gosto de correr. Se eu saísse um pouco mais de trás, em velocidade, para mim seria mais fácil”, afirmou o lateral à ESPN. “Conversei com ele sobre isso. Ele entendeu e, nos últimos dois jogos que eu fiz com ele, joguei um pouco mais atrás. O Adilson tem uma maneira de trabalhar em que você se adapta ao time adversário. Então, a gente perdeu um pouco daquela potência, daquela força, do time que estava jogando bem”, analisou o jogador.  Por este motivo  Roberto Carlos que vê a chegada de Tite veio em um bom momento.

“Ele chega para reorganizar o time. Nós perdemos toda a referência de comando, porque não conseguimos nos adaptar à maneira do Adilson pensar. O nosso ambiente continua muito bom, mas os resultados não estavam aparecendo”, afirma. “Ele chega em uma hora boa, faltando poucos jogos para acabar a temporada, para tentar ser campeão. É um cara ideal para um time como o Corinthians”, disse, na mesma entrevista.

O lateral sabe que o momento é de pressão pela má sequência de resultados, mas mesmo assim critica abertamente a decisão da diretoria de ter autorizado a entrada de alguns torcedores para protestar contra o time na sexta-feira e no sábado passado. “Eu me dou muito bem com os líderes da Gaviões da Fiel. Não tenho amizade com eles, mas me parece que tratam os jogadores com respeito. Mas a torcida do Corinthians é muito grande. E eles recebem ligações de muita gente, de várias regiões, pedindo para cobrar os jogadores”, afirmou.

“Não sei quem abriu os portões (do CT), mas achei lamentável o que aconteceu. Chegou a hora de mudar isso.” E Roberto Carlos sabe que a pressão só vai diminuir quando o time voltar a vencer. A próxima oportunidade é domingo no Pacaembu.


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