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16/10 - 21:00

São Paulo e Santos duelam por manutenção de sonhos
Clássico regional pode deixar time da capital mais perto da vaga na Libertadores ou a equipe da Baixada a apenas três pontos da liderança

Levi Guimarães e Samir Carvalho, iG São Paulo

Os donos da casa a oito pontos da zona de classificação para a Copa Libertadores, os visitantes a seis pontos da liderança do Brasileirão e dois técnicos que prometem postura ofensiva de suas equipes durante todo o jogo. Aspectos que fazem do clássico deste domingo entre São Paulo e Santos, às 18h30, no Morumbi, promessa de um jogo com muitas emoções e, principalmente, muitos gols.

Vindo de duas vitórias desde a chegada do técnico Paulo César Carpegiani, o São Paulo tem 41 pontos, oito a menos que o Corinthians, terceiro colocado e que hoje ficaria com a última vaga na competição continental. Já o Santos, com o interino Marcelo Martelotte, conquistou uma sequência de três vitórias nas últimas rodadas e pode até terminar a rodada a apenas três pontos da ponta - para isso, além de vencer precisaria contar com tropeços de Cruzeiro e Fluminense.

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"O Santos nesse momento está um pouco melhor", dizo são-paulino Carpegiani

A vitória no clássico, portanto, é fundamental para as duas equipes manterem seus sonhos na edição 2010 do Campeonato Brasileiro - a vaga, para os são-paulinos, e o título, para os santistas. Quem sair derrotado deve ficar longe do objetivo ambicionado.

“Essa vitória sobre o Santos é muito importante para nós jogadores, porque ainda temos chance de vaga na Libertadores. Uma derrota em casa, ou mesmo se fosse na Vila, complicaria muito. A vitória tira essa coisa de ganhar duas seguidas e perder a terceira, que vinha acontecendo com a gente. E vencer clássico é muito bom, traz motivação”, disse o zagueiro são-paulino Alex Silva.

"Por tudo o que passamos no ano, com os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil, muita gente nos descartava da briga pelo Brasileiro. Nós, jogadores, poderíamos ter relaxado, já que temos uma vaga garantida na próxima Libertadores e não corremos risco de rebaixamento. Só que não estamos relaxando. Temos demonstrado a cada dia e a cada jogo que passa que não pensamos assim. Esse time está provando que foi feito para vencer", afirmou Edu Dracena, do Santos.

Apesar de ter perdido o técnico Dorival Júnior, que deixou o time após polêmicas com o atacante Neymar, o Santos manteve a boa fase sob o comando de Marcelo Martelotte. E o treinador apresenta um discurso humilde ao analisar seus méritos na atual fase, dizendo que o principal foi não ter inventado.

"Acho que quando as coisas dão certo todos têm méritos, nem que seja o de não atrapalhar. E nós tivemos o mérito de não fazer nenhuma grande mudança significativa. Optamos pela manutenção do que era bom, porque nem havia necessidade de que tivéssemos que mudar radicalmente as coisas. Talvez o meu mérito tenha sido justamente o de não mudar muito, não inventar", disse Martelotte.

Do lado são-paulino, Carpegiani mostra total confiança em um resultado positivo: “sinto nos jogadores que vai ser um grande jogo. Em relação ao resultado, estou bastante otimista, acho que vamos vencer”. Mas apesar dessa confiança, o comandante são-paulino joga o favoritismo para o adversário. “Se me perguntar quem é o favorito, eu quero que você sempre diga que é a minha equipe. Mas não é o caso nesse momento. O Santos nesse momento está um pouco melhor."

Levando-se em conta os resultados recentes do confronto, Carpegiani tem razão de apontar o Santos como favorito. Em 2010, foram quatro clássicos entre as duas equipes - três pelo Paulistão e um no primeiro turno do Campeonato Brasileiro - e o time da Baixada venceu todos, marcando nove gols e sofrento apenas três.

FICHA TÉCNICA - SÃO PAULO X SANTOS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 17 de outubro de 2010, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcio Luiz Augusto (SP)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas e Fernandinho; Dagoberto e Ricardo Oliveira
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo
Técnico: Marcelo Martelotte


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