Futebol
05/09 - 21:12
Ceni põe fim à polêmica: "Quem manda é o treinador"
"Quem manda aqui é o treinador. Naquele dia, apenas falei para Cleber Santana e Samuel aquecerem, porque eles são altos e logo o Sérgio os chamaria", disse
Gazeta Esportiva
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O goleiro Rogério Ceni falou pela primeira vez sobre sua suposta interferência na substituição do São Paulo, na rodada do meio de semana do Campeonato Brasileiro. Depois da vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, na noite deste domingo, o capitão tricolor assegurou que não induziu Sérgio Baresi a colocar Cleber Santana em campo no jogo de quinta, contra o Atlético-GO.
"Quem manda aqui é o treinador. Naquele dia, apenas falei para Cleber Santana e Samuel aquecerem, porque eles são altos e logo o Sérgio os chamaria. Como poderia substituir se eu estava no gol? Em nenhum momento substitui o Cleber Santana, apenas tenho 20 anos de São Paulo e vejo o momento do jogo. O Atlético-GO tinha dois postes de zagueiros, e mais quatro Xandões. Só dei um toque para os que estavam aquecendo", analisou.
A polêmica aconteceu na partida diante do Atlético-GO, na quinta-feira. Na ocasião, Rogério Ceni chamou Cleber Santana, que aquecia atrás do gol, e o orientou a se dirigir até o técnico Sérgio Baresi para entrar em campo. Pouco depois, o treinador realmente colocou o meio-campista na partida, mas garantiu que não ouviu qualquer recado do goleiro.
"Naquele momento, o Cleber e o Samuel tinham a necessidade especial de manter o aquecimento e ir perto do Sérgio, porque eles dois são os mais altos. O Carlinhos Paraíba não ia entrar, porque os adversários tinham 1,95m. Não teve minha interferência, quem manda é sempre o treinador, independente de quem seja, e quem obedece é o jogador", reiterou.
Rogério Ceni é apenas 20 dias mais novo que o treinador interino do São Paulo e elogiou a postura do profissional em ter assumido o time em um momento turbulento.
"Não existe ninguém definitivo, nem eu no gol. Somos todos interinos, um dia vem outro e ocupa nosso espaço. Se conseguir resultado, torço por ele, que jogou comigo, é sério e trabalhador. Tem o quesito da inexperiência, pois tem 37 anos, eu não teria essa coragem, mas ele teve. Nosso time fez um jogo correto durante todo o tempo", finalizou.
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