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Futebol

04/09 - 11:55

Improvisos e 3-5-2 melhoram resultados para o Palmeiras
Luiz Felipe Scolari tem sucesso com esquema defensivo e mudando jogadores de suas posições de origem

Danilo Lavieri, iG São Paulo

A fórmula de sucesso do Palmeiras não é mais segredo para ninguém. Usar o esquema 3-5-2 para manter a segurança na defesa e deixar o meio-campo congestionado é uma das armas que têm feito a equipe paulista reagir aos problemas de irregularidade dentro de campo. Tanto que contra o Cruzeiro, neste domingo, o jeito de atuar será mantido.

Com esse esquema, o Palmeiras ainda não perdeu. Foram três vitórias e dois empates. No jeito que Luiz Felipe Scolari já adotou para jogar a Copa do Mundo de 2002 com a seleção brasileira, o técnico acaba usando a versatilidade de alguns jogadores que saem de suas posições originais para ajudar o time.

A mudança começa no terceiro zagueiro Fabrício. Desde que chegou do Flamengo, ele também vem cumprindo a posição de lateral-esquerdo, que já teve Armemo e Gabriel Silva, sem muito sucesso. Márcio Araújo deixa de ficar apenas como volante para jogar muitas vezes pela direita e mostra algumas dificuldades com isso, principalmente na hora de armar jogada.

Além de Marcio Araújo, o meio-campo é formado com Edinho, Rivaldo, Pierre e Marcos Assunção. O primeiro ajuda muitas vezes na armação de jogadas ofensivas, funcionando como um verdadeiro meia, apesar de ser volante de origem, função semelhante a de Rivaldo, que também vem ajudando o setor esquerdo do time. Pierre é um dos que mantém suas funções de origem, assim como Danilo e Maurício Ramos.

No meio dos improvisos, o que vem tendo maior sucesso é Marcos Assunção. Não por acaso ganha elogios constantes do chefe.

"O Marcos Assunção tem muita qualidade técnica, visão de jogo e sabe se posicionar, por isso supre as dificuldades que podem aparecer durante as partidas. De vez em quando, ainda pode trocar de posicionamento com o Edinho e jogar junto ao Márcio Araújo na direita", elogiou Felipão.

À frente, Valdivia deixa de ser o tradicional camisa 10 para ser um companheiro de Kleber no ataque. Muitas vezes falha na hora da finalização, como aconteceu no jogo contra o Fluminense, em uma furada sem muita classe na hora de tentar o gol. As constantes faltas que os dois estão sofrendo também colaboram para a lenta evolução do chileno.

Entre esses jogos de sucesso, Felipão ainda tentou mudar. Contra o Atlético-GO, escalou o time para o 4-4-2 e acabou sofrendo uma derrota por 3 a 0 dentro de casa. Por isso, ele já reconhece que não há muito o que mudar no seu time, apesar de sempre ressaltar que ele ainda está sendo formado.

"A ideia é manter, pois deu resultado. Tivemos uma participação sofrendo um gol por jogo e não três como foi quando abrimos. Vamos aprimorar o esquema e quando tiver mais confiança, mas tranquilidade, não estivermos tão precisados de pontos, vamos ver se mudamos alguma coisa. Esse sistema nos dá maior tranquilidade por enquanto", disse o comandante, que completou.

"O time ainda não foi formado. Está sendo formado a cada jogo. Acho que é um dos únicos que foi recebendo jogadores ao longo do Campeonato. E alguns que nem estão em sua melhor condição fisicamente nem no ritmo de jogo. Depois de tivermos todos jogadores nas melhores condições poderemos ficar na altura das melhores equipes", completou.


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