Futebol
19/08 - 00:01, atualizada às 16:33 19/08
Inter conquista bi da Libertadores e coroa geração e treinador contestado
Vitória por 3 a 2 sobre o Chivas, de virada, fez o time se igualar a Santos, Cruzeiro e Grêmio como clube brasileiro com dois títulos sul-americanos. Agora, vai atrás do bi mundial
Marcel Rizzo, enviado iG a Porto Alegre
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Outra virada sobre o Chivas Guadalajara e o Inter se tornou bicampeão da Copa Libertadores na noite desta quarta-feira, no estádio Beira-Rio. Os 3 a 2 igualaram os gaúchos a River Plate, Santos, Cruzeiro e Grêmio, o técnico Celso Roth conquistou seu primeiro título de expressão e a vitória coroou uma geração que levantou o troféu em 2006, com Tinga, Sóbis, Bolívar, Renan e Índio. A torcida enfim pôde mudar o canto que ecoou no estádio por 90 minutos de “Inter, Inter, seremos campeões” para “somos bicampeões da América”.
Veja os gols de Internacional 3 x 2 Chivas Guadalajara
Os mexicanos saíram na frente no primeiro tempo, com Fabián, mas Rafael Sóbis empatou no segundo e Leandro Damião virou a partida. Giuliano, o talismã, ainda fez o terceiro, e Omar Bravo descontou no final. Agora o Inter mira Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde em dezembro tentará outro bi, este do Mundial de Clubes da Fifa – mesmo se perdesse estaria classificado, já que o Chivas é membro da Concacaf e não pode se classificar via Libertadores.
Rafael Sóbis foi repatriado do futebol árabe e chegou ao Beira-Rio fora de forma. Forte nos bastidores da CBF, a diretoria do Internacional conseguiu que ele e mais dois jogadores (Renan e Tinga) fossem inscritos antes da janela de transferência estar aberta. Quis o destino que o titular Alecsandro se machucasse no primeiro jogo da final e não tivesse condições de jogo em Porto Alegre. Sóbis então ganhou chance entre os titulares e fez o gol que iniciou a conquista. Tudo isso com Pelé nas tribunas. O “Rei do Futebol”, de terno vermelho por causa do patrocinador, apostou pela manhã no Inter campeão. E jogou a fama de pé-frio na lata do lixo, ao entregar a taça para o capitão Bolívar, que levou o filho para o momento especial.
| AP |
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| Capitão Bolivar recebe troféu da Libertadores das mãos de Pelé |
Tensão - Veja melhores lances do jogo do título
O jogo começou quente antes do apito de Oscar Ruiz. O meia Bautista começou a fazer aquecimento durante o hino brasileiro e foi vaiado e xingado pela torcida do Inter. Segundo o jogador, foi um protesto porque o hino mexicano só teve tocada sua introdução.
O Inter estava nervoso em campo. Os mexicanos faziam muitas faltas, algumas violentas, mas Oscar Ruiz aliviava no cartão. Mesmo assim, os donos da casa erravam muitos passes e viviam de jogadas isoladas de D’Alessandro ou da velocidade de Sóbis ou Taison.
O Chivas aos poucos dominou o meio-campo, com Bautista e Fabián dando as cartas. Bautista era perseguido por todo o campo por Sandro, mas mesmo assim conseguia se desvencilhar e tentar lançamentos para Omar Bravo.
Em um dos passes, Bravo, de 1,69m, pulou mais alto do que Bolívar, de 1,85m, e conseguiu jogar a bola para o meio da área, onde Fabián acertou um voleio e abriu o placar. Tensão no Beira-Rio, já que o resultado levava a disputa para a prorrogação.
Celso Roth preferiu não mudar o time ou o esquema no intervalo. Mas, com 11 minutos, percebeu que precisaria de maior ímpeto ofensivo e pediu para chamar Giuliano, o talismã que havia marcado gols decisivos em três jogos da competição. Pois Roth nem viu direito o gol de empate de Sóbis, que nasceu de um cruzamento de Kléber. Ele dava instruções a Giuliano e, quando se virou para o campo, seu time havia empatado. Não se sabe se tiraria Sóbis, sem ritmo, mas depois mudou de ideia e sacou Taison.
Com o treinador, que assumiu durante a parada por causa da Copa do Mundo da África do Sul, o Inter só marcou gols no segundo tempo na Libertadores. Foi assim nas duas partidas da semifinal contra o São Paulo, diante do Chivas em Guadalajara e no Beira-Rio nesta quarta. A estrela de Roth brilhou porque quando decidiu sacar o até então artilheiro da noite, cansadíssimo, colocou Leandro Damião, garoto de 21 anos, contratado do futebol catarinense e que pulou igual criança quando marcou a virada. Giuliano, artilheiro do time na Libertadores, marcou seu sexto gol e completou a vitória.
Até o final o Inter tocou a bola, a torcida cantou, o Chivas entendeu que estava derrotado (apesar de Arellano ter apelado, feito falta dura em D’Alessandro e ter sido expulso no final). O resto foi festa na noite de Porto Alegre. Os mexicanos ainda diminuíram no final, brigaram com os colorados depois do jogo e saíram de campo vaiados. Noite quente para o mês de agosto e que esquentou ainda mais com outro título brasileiro na Libertadores.
| Milton Trajano |
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Local:
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia)
Assistentes: Abraham González e Humberto Clavijo (ambos da Colômbia)
Cartões amarelos: Bolívar (Internacional); De Luna, Fabián, Bautista e Bravo (Chivas)
Cartão vermelho: Arellano (Chivas)
CHIVAS: Fabián, aos 42 minutos do primeiro tempo; Araujo, aos 47 minutos do segundo tempo.
INTERNACIONAL: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga (Wilson Mathias), D'Alessandro e Taison (Giuliano); Rafael Sobis (Leandro Damião).
Técnico: Celso Roth
CHIVAS: Michel; Magallón, Reynoso, De Luna e Ponce (Escalante); Báez (Vázquez), Araujo, Fabián e Bautista; Arellano e Bravo.
Técnico: José Luis Real
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AP
Rafael Sóbis
Atacante desviou cruzamento de Kléber, empatou a partida e tranquilizou a torcida em Porto Alegre
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