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Futebol

27/05 - 08:00, atualizada às 12:04 27/05

Falta de comando no futebol gera instabilidade no Flamengo
Diretor jurídico do departamento pede para sair e, sem executivo para comandar o dia a dia, clube perde agilidade em questões urgentes. Técnico diz que precisa de reforços em todos os setores

Vicente Seda, iG Rio

A falta de comando no dia a dia do futebol do Flamengo, com a demora no anúncio de um diretor-executivo, começa a ter efeitos no departamento. O caso da provável saída de Adriano, por exemplo, foi explicado na terça-feira pelo empresário do jogador, Gilmar Rinaldi, na sala de coletivas do clube, mas sem a presença de ninguém "da casa". Os nomes tentados para ocupar a vice-presidência de futebol, após a demissão de Marcos Braz, declinaram. Sobrou o vice geral Hélio Ferraz para acumular a função. E, nesta semana, o diretor jurídico do futebol, Luiz Manoel, que tocava as renovações de contrato, pediu para sair.

Ele não retornou as ligações da reportagem do iG nesta quarta, mas não esteve no Maracanã para o Fla-Flu, tampouco foi à Gávea no dia anterior. O motivo, não confirmado, seria decepção com algumas das pessoas que estão no comando. Convidado para o cargo de Braz, Michel Assef Filho justificou o "não" com questões de sua vida profissional. Contudo, pessoas próximas ao advogado contaram que a instabilidade e a falta de um projeto claro também foram razão da decisão.

No Fla-Flu, os primeiros sinais claros de insatisfação na torcida. Amorim assistiu ao jogo da tribuna, não no camarote como vinha fazendo, e deixou o local no segundo tempo após insistentes xingamentos de alguns torcedores. Tricolores nas cadeiras especiais reagiram e gritaram ironicamente o nome da dirigente.

De acordo com o novo modelo que a presidente pretende implantar, o vice de futebol faria apenas o elo político do setor com a diretoria. No dia a dia, o supervisor Isaías Tinoco toca como pode uma função que não tem plenos poderes para exercer. E o momento é de definição. Nesta quinta-feira o CSKA deve anunciar sua posição sobre o pedido de prorrogação do contrato de Vágner Love. Rinaldi já tornou pública a decisão de Adriano sobre as propostas que recebeu. O destino do atacante será a Roma.

Reforços e descontentamento com Gilmar Rinaldi
Há gente na diretoria descontente com a postura de Rinaldi, que só foi conversar com o clube após a divulgação da notícia de que Adriano já havia se despedido dos companheiros. Alguns consideraram que a reunião com o Flamengo era apenas uma tentativa de arrancar uma proposta capaz de fazer subir os valores oferecidos pela Roma. Seria este o motivo de o empresário ter confirmado que não se falou em dinheiro na reunião. Seria esta, também, a razão de Patrícia Amorim não ter concedido entrevista ao lado do empresário na terça-feira e ainda de a negociação por Washington, agenciado por Rinaldi, ter esfriado. Na terça-feira, o ex-goleiro admitiu que a proposta do clube italiano em dezembro, e recusada por Adriano, foi superior.

A demora na indicação de um diretor-executivo acarreta atraso também na questão de reforços e renovações. Montillo, o algoz na Libertadores, foi oferecido, mas o nome já começa a ser ventilado em São Januário. Felipe, que está no Qatar, é outra possibilidade. Para o ataque, Émerson e Rafael Sóbis, duas contratações complicadas, lideram a lista de pedidos do técnico Rogério Lourenço, que se diz tranquilo, mas ainda convive com a possibilidade de ser trocado por um profissional mais experiente durante a paralisação para a Copa do Mundo.

Rogério Lourenço: "Precisamos de jogadores em todos os setores"
O planejamento para esse período será confirmado na próxima semana, mas após a derrota para o Fluminense, Lourenço já anunciou que serão disputados três amistosos, haverá folgas e possivelmente uma programação de treinos fora do Rio. Ele vê urgência na contratação de atacantes, meias e um zagueiro experiente, já que Álvaro não deverá ter seu contrato renovado e a permanência de David depende de negociação. O ataque, no entanto, é a prioridade.

"A gente precisa de jogadores em todos os setores. Sabemos que não é fácil, mas queremos o melhor, não o que esteja na prateleira. O tempo é curto, mas não podemos contratar qualquer um. Essa questão (contratações) é delicada, renovações também. Pode resolver em 20 minutos, como pode demorar alguns dias. Perdemos um jogo, como outras equipes já perderam. Não tem motivo para desespero", analisou.

Quando demitiu Marcos Braz e Andrade, Patrícia Amorim explicou que queria dar tranquilidade ao departamento de futebol, considerando que houve falta de pulso em momentos cruciais, e reconheceu que também atendia a pressões políticas das pessoas que a ajudaram a chegar ao poder. A resposta política foi dada, mas tranquilidade ainda parece ser uma palavra difícil de encontrar no dicionário rubro-negro.


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