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Futebol

11/05 - 17:06

Barrados e torcida de aluguel marcam dia de Dunga
Auxiliar-técnico cobrou patriotismo dos jornalistas após ser questionado sobre o time de 1994. Humoristas foram barrados no evento

Paulo Passos e Vicente Seda, iG Rio

Faltava uma hora para o Brasil conhecer os 23 jogadores convocados para a Copa do Mundo. Em frente à porta de entrada do salão onde seria feito o anúncio, em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a humorista Sabrina Sato questionava Fátima Bernardes sobre quem estaria na lista de Dunga. “Não sei, hoje estou apenas para sentir o clima”, respondeu a jornalista da TV Globo antes de entrar apressada.

Sato tentou segui-la, mas parou na porta, assim como os integrantes de outros programas humorísticos. “Ali não pode”, disse um dos produtores do programa "CQC" ,apontando para o salão onde aconteceu a coletiva. É que não foram apenas os "baladeiros" de 2006 que o treinador da seleção brasileira barrou. Por determinação do técnico, nenhum humorista poderá participar de suas coletivas durante a Copa do Mundo. E assim foi nesta terça-feira no Rio de Janeiro.

Na mais longa entrevista que deu desde que assumiu o comando da seleção brasileira, em agosto de 2006, Dunga falou por mais de uma hora. Não deixou de responder nenhuma pergunta. Algumas até com rispidez, mas a defesa mais agressiva às críticas foi feita pelo seu auxiliar. Ao citar o time de 1994, campeão do mundo nos Estados Unidos, Jorginho levantou a voz e pediu patriotismo aos jornalistas. “Hoje quem ficou nervoso fui eu, não o Dunga”, encerrou mais calmo.

Torcida de aluguel

Antes disso, os 23 convocados já haviam sido anunciados. Às 13h em ponto, o diretor de comunicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rodrigo Paiva, comunicou aos jornalistas presentes que os jogadores seriam divulgados sem a presença de Dunga, que depois chegaria ao salão para responder para às perguntas .

Os nomes não foram lidos por ninguém e sim apresentados em slides. A cada foto, ecoava o coro dos repórteres presentes pronunciando o nome em questão. Os maiores ruídos puderam ser ouvidos quando Doni, Josué, Gilberto e Grafite apareceram. “Vixi, o imperador caiu”, disse um jornalista.

Em frente ao hotel onde aconteceu o evento, um grupo de 50 jovens celebrava a convocação. Vestidos com uma camisa azul, com o símbolo da CBF e a marca de um dos patrocinadores da entidade estampada nas costas, eles tentavam puxar cantos de apoio ao Brasil. Além deles, contratados pela parceira da seleção, menos de 10 pessoas estavam lá. “Eles só pediram para a gente ter animação”, disse um dos torcedores contratados.


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