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Futebol

02/04 - 23:47

Love diz que prefere favela a ser alvo do preconceito europeu
Nascido em Bangu, o jogador teve um início de vida humilde e reconhece que é difícil manter a cabeça no lugar

Gazeta Esportiva

Contratado pelo Flamengo após uma passagem fracassada no Palmeiras, Vágner Love é o atual artilheiro do Campeonato Carioca, ficando à frente inclusive do parceiro Adriano, com um gol a mais. E se tem outro assunto que ambos os jogadores mostram equilíbrio é o das polêmicas. Em entrevista ao Sportv, o artilheiro explicou por que prefere frequentar as comunidades carentes do Rio de Janeiro a que viver na Europa.

"A cultura da favela é diferente de qualquer lugar do mundo. Lá fora, qualquer lugar que você vá, as pessoas ficam te olhando. Por ser negro, por ser brasileiro, acaba rolando um preconceito. Na favela, todo mundo vai te tratar bem, abrir as portas das suas casas. Por isso, alguns preferem trocar uma cidade como Paris pela favela", comentou Love.

Apesar de se sentir bem em sua comunidade, Love ganhou as páginas dos jornais por ser visto ao lado de alguns moradores relacionados ao tráfico de drogas. "Ficou ruim para a minha imagem, mas quando eu estou na favela todo mundo quer chegar perto, eu não posso falar para eles ficarem longe de mim", contou o artilheiro.

Nascido em Bangu, o jogador teve um início de vida humilde e reconhece que é difícil manter a cabeça no lugar quando a fama chega. "Na infância você quer fazer muita coisa e não pode. Hoje eu posso fazer. Mas tem que ter cuidado com isso para não perder a cabeça. Você quer fazer tudo em um dia só, mas não dá", declarou o atacante, que não esperava ser um jogador conhecido internacionalmente.

"Desde criança fui sempre feliz, sempre alegre. Gostava de jogar bola nos campos de terra e sempre falava para a minha mãe que queria ser jogador de futebol profissional reconhecido, mas nunca imaginava que seria conhecido mundialmente", acrescentou o camisa 9 rubro-negro.

O jogador ainda declarou que não vai deixar de se divertir por causa de opiniões alheias. "Eu não vou ficar um ano dentro de casa, sem fazer nada. Eu gosto de curtir um pagode, um funk, e vou. As pessoas não podem querer me privar das coisas. Se um dia eu for técnico, vou deixar os jogadores tomarem as cervejinhas deles, contando que treinem no dia seguinte".


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