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Futebol

24/03 - 09:00

Romário: "O meu coroa deve estar muito feliz"
Craque pede atitude ao América na partida desta quarta, contra o Bangu, que considera decisiva para a classificação na Taça Rio

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro

Um Romário diferente. Sereno, cheio de responsabilidades e com saudade de um tema que lhe é muito caro: o futebol. As últimas notícias sobre ele foram as brigas judiciais com sua ex-mulher, Mônica Santoro, e uma dificuldade financeira difícil de crer quando se vê o BMW de R$ 400 mil deixar o estádio de Édson Passos em Mesquita, município humilde do Rio de Janeiro.

Uma coisa, porém, não mudou: a atitude. É ela que Romário quer ver no América a partir das 16h desta quarta-feira, em Moça Bonita, quando o time enfrenta o Bangu. Uma vitória garante o América à frente do Vasco até o fim de semana, quando o adversário será o Flamengo. Aí, como o próprio Romário frisou, tudo pode acontecer na reta final da Taça Rio.

E foi essa atitude “romariana” o principal ingrediente para a guinada do América no segundo turno. Se na Taça Guanabara, com Bebeto como técnico, a equipe andou mal das pernas, agora a história é outra. Por toda a trajetória desde o retorno à Série A do Estadual, Romário diz sem medo de errar: "O meu coroa deve estar muito feliz", referindo-se ao seu pai, Edevair, torcedor apaixonado da equipe rubra e motivo pelo qual o craque aceitou o desafio de reerguer o clube.

"As últimas notícias que saíram sobre Romário não foram sobre futebol, que é o meu mundo. Então nesse ponto eu acho que estava meio esquecido, não lembram que fui jogador, fui da seleção. Só o América para voltar a me proporcionar isso, voltar a falar sobre futebol", completa o hoje dirigente, mostrando uma consciência plena de seus deveres como gestor e a maneira de agir de sempre.

"Hoje, se eu não atrapalhar, já é muita coisa. Isso serve para muita gente que trabalha com futebol, mas não entra em campo. Tenho uma sinceridade muito grande com os jogadores. Se, na minha opinião, algo está errado, eu falo, não mando recado".

A felicidade de Romário aumenta quando observa torcedores de camisa vermelha pelas ruas. O clube normalmente chamado de "o segundo time de todo carioca", porém, ainda está longe de ser o que foi um dia. E Romário, é claro, sabe disso. Contudo, atualmente, o América tem patrocínio e, no comando do futebol, um gestor astuto, no melhor estilo faça o que digo, mas não faça o que fiz.

Enquanto jogador, apesar de nunca ter se aproximado de bebidas alcoólicas (as preferidas eram o cafezinho, até durante coletivos, e o refrigerante), Romário não escondia o gosto pelas noitadas e pelas mulheres. Também não foram raros os seus atrasos em treinos, algo que jamais lhe deu prazer. Mas, movido pela responsabilidade de ter um grupo de pessoas dependendo do seu trabalho, o discurso do craque, grisalho e calvo, é de absoluta seriedade para o que considera um jogo chave.

"Oba-oba, festa, isso tem de ficar longe daqui. Temos de vencer esse jogo porque no fim de semana o nosso adversário direto (Vasco) tem um clássico e, nesse tipo de jogo, qualquer resultado é normal. Nós teremos uma partida dificílima contra o Flamengo, então esse jogo contra o Bangu é chave. O importante é a atitude, para o grande ou para o pequeno. Quando você tem atitude, as coisas fluem. Essa mudança aconteceu no primeiro jogo da Taça Rio, após a derrota para o Duque de Caxias. Esse tipo de coisa normalmente acontece depois de uma derrota", analisa o Baixinho. "Para quem chegou para ajudar a tirar o time da Série B, o resultado é bem positivo. Estou muito feliz. Temos três jogos e só dependemos de nós".


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Ex-atacante está no comando do América-RJ, que pode garantir classificação na Taça Rio

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