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Futebol

09/12 - 00:06

Parreira comemora: "O Fluminense operou um milagre!"
Segundo técnico da África do Sul, o time das Laranjeiras provou que o futebol não é uma ciência exata

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - Enquanto prepara a África do Sul para a Copa do Mundo e organiza o "seu" Footecon, no Riocentro, na Zona Oeste do Rio, o técnico Carlos Alberto Parreira abriu o coração tricolor. Disse ter se emocionado com a arrancada do Fluminense para se salvar da degola e afirmou que o time de Cuca, com quem chegou a conversar durante a fase turbulenta, operou um milagre. Segundo Parreira, o time das Laranjeiras provou que o futebol não é uma ciência exata.

"O Cuca, o Conca, o Fred e companhia operaram um verdadeiro milagre. Há dez rodadas, o Fluminense tinha 98.9% de risco de rebaixamento. E, veja bem, bastava perder um daqueles jogos. Então a matemática não errou tanto assim não. O Fluminense e o futebol é que contrariaram as teses e as estatísticas. Estava torcendo, sou tricolor. Isso me incomodava muito, voltar a disputar a Segundona. Eu me lembro da Terceira Divisão, da qual eu fui campeão e coloco no meu currículo com muito orgulho", disse o técnico.

Para Parreira, o momento da virada foi a vitória sobre o Cruzeiro no Mineirão. Depois de o Fluminense estar perdendo por 2 a 0, com os mineiros perdendo um pênalti, a virada para 3 a 2 foi o combustível para arrancada rumo à salvação. "O jogo do Cruzeiro foi aonde aconteceu a virada, no jogo e na classificação. Com 2 a 0, o Cruzeiro perdendo pênalti e o Fluminense virando para 3 a 2. Conversei com o Cuca e algumas pessoas que conheço lá dentro. Todos sabiam que dali para frente não poderia haver erros, e não erraram. Foi um domingo sensacional! Um domingo tipicamente carioca, sob todos os aspectos. Dificilmente isso irá se repetir".

O técnico falou ainda sobre a preparação da seleção sul-africana para a Copa. Em Johanesburgo, os trabalhos se iniciam na primeira semana de maio. Parreira quer trazer o time para o Brasil, possivelmente para a Granja Comary. A ideia é familiarizar os jogadores com o toque de bola brasileiro e a "malandragem". Ao avaliar os grupos da Copa, elogiou a Fifa. "Não existe grupo da morte. Ficou muito bem distribuído pela Fifa. Mas o meu grupo é o único que tem dois campeões do mundo (Uruguai e França)".


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