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17/11 - 15:45

Próximo da degola, Ramalhão não vê erros específicos
Sem conseguir os resultados, o técnico Sérgio Guedes deixou o clube reclamando de ingerência da diretoria

Gazeta Esportiva

SANTO ANDRÉ - O Santo André está chegando ao fim da linha na Série A, e a diretoria reconhece que a situação é quase irremediável. Ocupando a 18ª colocação com 35 pontos, a seis de deixar a zona de rebaixamento, o time precisa de três vitórias nas rodadas finais, além de combinação de resultados para evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A derrota para o Goiás por 3 a 1 diminuiu as esperanças.

"Não adianta fugirmos da realidade. Ficou muito difícil sair desta situação, mas não impossível. O time tem que lutar até o fim para pelo menos terminar de forma digna. Se houvesse a vitória, ainda teríamos alguma esperança, mas com essa derrota complicou", disse o diretor de futebol do Ramalhão, Juraci Catarino. Apesar da fraca campanha da equipe, o dirigente não encontrou erros pontuais ao analisar o percurso na Série A.

"É difícil falar em erros, pois não existe uma causa específica. Começamos bem o campeonato, mas em seguida tivemos uma queda da qual não conseguimos nos recuperar", disse Catarino, que viu o Santo André fazer boa campanha durante o Paulistão, mas decair drasticamente no nacional. Uma vez ameaçado, a situação só piorou.

Sem conseguir os resultados, o técnico Sérgio Guedes deixou o clube reclamando de ingerência da diretoria, ainda durante a 14ª rodada, após derrota para o Grêmio. Alexandre Gallo, o sucessor, também não durou muito mais: pediu demissão no início de setembro, após pouco mais de um mês. Foi outro a alegar intervenção de dirigentes no trabalho do técnico.

"Apesar de ser uma coisa comum do futebol, a troca de treinadores não é o ideal para uma equipe de futebol", disse Juraci Catarino, que com o restante dos diretores apostou na volta de Sérgio Soares, o responsável pelo acesso na Série B de 2008. Em sua chegada, pediu reforço físico aos atletas, mas não obteve os resultados esperados. Todas as tentativas de salvar o time fracassaram, por enquanto.

"Contratamos alguns nomes que não corresponderam às expectativas. Por isso, podemos afirmar que não existe uma única causa, e sim um conjunto delas", complementou Catarino, insatisfeito com a situação do Ramalhão. De acordo com o matemático Tristão Garcia, do site Infobola, as chances de rebaixamento são de 97%.


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