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Futebol

14/11 - 16:14

Parreira diz que faltou "paciência" do Fluminense, mas torce para que o Tricolor escape da degola
Atual treinador da África do Sul garante que está acompanhando a luta do time carioca e afirma que, além de vencer, equipe precisa secar o rival Botafogo

Levi Guimarães, enviado especial iG Esporte

PORT ELIZABETH (África do Sul) - Apesar da distância, o ex-técnico do Fluminense, Carlos Alberto Parreira, atual comandante da seleção da África do Sul, está na torcida para que o Tricolor consiga escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. “Acho que o time agora deu uma respirada boa com o Cuca. Ganhou três jogos. Praticamente era impensável o Fluminense fugir da segunda divisão há 10 ou 15 dias”, comenta o ex-treinador. “Com essas três excelentes vitórias, contra Atlético, Cruzeiro e Palmeiras, o time voltou a respirar e a ter possibilidades reais de fugir da segunda divisão.”

Mesmo na África do Sul, Parreira diz estar ligado em tudo o que acontece com o clube das Laranjeiras. “Eu estava no Brasil. Acompanhei até as três vitórias seguidas, muito boas, contra Atlético, Cruzeiro e – já estava aqui quando venceram – o Palmeiras”, afirma o ex-treinador da equipe carioca. “E ontem (quinta-feira) soube que eles ganharam do time paraguaio na Sul-Americana”, afirma, referindo-se à vitória sobre o Cerro Porteño, por 1 a 0, com gol de Fred, em Assunção.

Segundo Parreira, Fred tem sido o diferencial do time na série de 10 jogos sem derrota (sete pelo Brasileirão e três pela Sul-Americana). “O Fred está desequilibrando mesmo. Tem sido o homem que deu uma nova cara pra equipe, junto com o trabalho do Cuca, que está sendo muito bom agora no final.”

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Fred voltou de lesão e está com a média de um gol marcado por jogo do Fluminense

O técnico da seleção sul-africana, porém, alerta para o fato de, além de seguir vencendo, o Tricolor carioca ainda precisar secar os rivais na luta contra a degola. “As possibilidades agora são muito grandes. O Fluminense voltou a respirar no Brasileiro. Mas depende que o Botafogo perca, né? Não basta o Fluminense só ganhar. Tem que torcer pra que o Botafogo perca”, projeta.

Loucura completa e absoluta
Sobre sua saída do clube – foi demitido em 13 de julho, após a derrota para o Santo André, na 10ª rodada do Brasileirão –, o técnico garante não guardar mágoas da direção.  “Na gestão do atual presidente, foram 18 treinadores em cinco anos. Isso é uma loucura total e absoluta”, comenta Parreira. “Depois, quando você lê isso, você não tem nada que ficar magoado ou ressentido, nem surpreso. Quem está no futebol não fica surpreso com nada.”

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Parreira acredita que poderia ter conseguido um sucesso maior no Fluminense

O treinador, porém, dá a entender que pode ter sido dispensado antes da hora. “Se nós tivéssemos continuado, com certeza o trabalho ia ter continuidade e o sucesso viria. Não tenho a menor dúvida disso. Faltou paciência naquele momento”, conclui.


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AP

carlos alberto parreira

Carlos Alberto Parreira
Depois de saída do Fluminense, técnico voltou a assumir a seleção sul-africana

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