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Futebol

25/09 - 18:48

Copa Sul-Americana: Só o Rio salva o Brasil
Em semana ruim para clubes brasileiros na Copa Sul-Americana, só dupla carioca podem dizer que conquistou bons resultados, enquanto os demais brasileiros decepcionaram

Trivela.com

RIO DE JANEIRO - Preterida por alguns e desprezada por outros. A fase internacional da Copa Sul-Americana começou nesta semana com alguns resultados surpreendentes. Apesar do baixo nível técnico da competição (evidenciado na média de público de apenas 12.300 torcedores na primeira fase), quem se deu mal foram os brasileiros. Com exceção dos dois cariocas da competição – curiosamente, os que lutam contra o rebaixamento no Brasileirão –, todos ficaram em situação complicada.

O caso mais grave é o do Vitória. Apesar de jogar diante de apenas 1 mil torcedores no enorme estádio Centenário, o Leão não resistiu ao River Plate uruguaio. Com falhas defensivas clamorosas, o time baiano caiu por 4 a 1.

Como tradicional nas equipes de Juan Ramón Carrasco, o River entrou com três atacantes. Para anulá-los, Vagner Mancini alinhou o Vitória com três volantes e apenas um meia. Poderia até dar certo, mas um gol uruguaio em menos de 10 minutos desmontou o Rubro-Negro, que se vê obrigado a vencer por 3 a 0 em Salvador (fato que a equipe conseguiu fazer apenas três vezes no Campeonato Brasileiro) para chegar às quartas de final.

A situação é parecida com a do Goiás depois da derrota por 2 a 0 para o Cerro Porteño em Assunção. O clube esmeraldino merecia melhor sorte no Paraguai. Mas o fato é que o Cerro mostrou que tem mais tradição em competições internacionais, soube colocar seu futebol e venceu.

Após um primeiro tempo equilibrado e com muita marcação, os paraguaios bombardearam o gol de Harlei no segundo-tempo. O meia Julio dos Santos marcou o primeiro gol e o zagueiro argentino Diego Herner ampliou a vantagem. Por não ter feito gol como visitante, o Goiás se vê obrigado a fazer 3 a 0 no Serra Dourada. Um objetivo possível, mas complicado.

O terceiro brasileiro que se deu mal foi o Internacional, que estreou na competição (por ser o atual campeão, o time não precisou jogar a fase preliminar). Os gaúchos ficaram com um empate com a Universidad de Chile, mas, por terem atuado em casa, precisavam da vitória para ter um pouco mais de tranquilidade.

Em uma partida com pouco público, o Internacional entrou em campo com uma camisa dourada, totalmente diferente das tradicionais. Não foi só no uniforme que a equipe estava diferente. Apesar do amplo domínio, com mais de 16 chutes a gol (contra apenas 5 dos chilenos), o time gaúcho apenas empatou por 1 a 1.

O gol do Universidad do Chile saiu graças a uma falha clara do goleiro Lauro e do volante Guiñazú que perdeu a bola no campo de ataque e deixou Montillo chegar livre e chutar da intermediária. Depois, só deu Inter, mas a mira dos atacantes estava descalibrada. Apenas oito finalizações atigiram a meta de Miguel Pinto, um aproveitamento de 50%. Enquanto dos 5 chutes dos chilenos, 4 foram no gol de Lauro.

Os gaúchos só empataram aos 20 do segundo tempo com Kléber, que recebeu a bola de Taison e completou para o fundo das redes. O resultado deixa a equipe brasileira em maus lençóis. Terá de ir para o Chile e buscar o resultado. Já que o 0 a 0 é da Universidad, e ter de buscar o resultado diante do líder do Clausura Chileno, não será tarefa das mais fáceis.

Luz no fim do túnel

A Sul-Americana, que normalmente é vista mais como obstáculo no calendário do que como um bônus, pode ser a salvação dos cariocas que passam por um péssimo momento no Brasileirão. Fluminense e Botafogo não mostraram grande futebol, mas se colocaram em boas condições para chegar entre os oito primeiros do torneio.

Jogando em Piura, litoral norte do Peru, o Tricolor enfrentou o fraco Alianza Atlético, penúltimo no Grupo B do Campeonato Peruano. O clube das Laranjeiras começou muito bem a partida, e logo aos 5 minutos, Luiz Alberto abriu o marcador. No entanto, o Alianza não se deixou abater e conseguiu a virada. Mas Dario Conca empatou para os cariocas no segundo tempo.

Considerando o baixo nível técnico do adversário, o futebol apresentado pelo Flu decepcionou. No entanto, é inegável que um empate por 2 a 2 fora de casa é interessante. A equipe de Cuca não precisa fazer muita coisa no Rio de Janeiro para conseguir a classificação para as quartas de final.

O mesmo ocorre com o Botafogo. Mesmo sem um grande time, o Alvinegro soube se aproveitar do fraco Emelec e fazer 2 a 0 no Engenhão, em mais uma partida com um fraco público.

A equipe não precisou de muito esforço para vencer, mas esteve longe de encantar. Começou muito dispersa e em uma das poucas vezes que os jogadores apostaram na velocidade conseguiram lograr êxito. Foi somente aos 46 minutos de jogo e com Renato. O segundo gol do Botafogo foi marcado, surpreendentemente, por André Lima. O jogador subiu no meio de dois zagueiros equatorianos e marcou o tento que dará uma maior tranquilidade a equipe na partida de Guaiaquil.

Argentina, também entre céu e inferno

A espectativa dos torcedores do Vélez Sársfield era das melhores. O time eliminou o tão temido (apenas pelos brasileiros na atualidade) Boca Juniors na primeira fase e chegou para a partida com a obrigação de vencer bem o Unión Española. Mas não foi o que aconteceu.

O campeão do Clausura 2009, ficou atrás do marcador até aos 44 do segundo tempo, quando perdia por 2 a 1 de virada diante de 16 mil torcedores. Diego Resende, da Unión Española, deu uma força para e marcou contra o gol de empate. Incentivados pela torcida, a equipe foi para cima e virou faltando apenas 1 minuto para o juiz apitar o final da partida.

Apesar dos torcedores terem saído contentes com a vitória e o técnico Ricardo Gareca ter declarado que o resultado foi típico de uma partida de Sul-Americana, o Vélez não conseguiu demonstrar o bom futebol que o consagrou campeão no último campeonato argentino. Tanto que uma vitória simples do time chileno tira a equipe de Liniers das quartas de final.

O Lanús, terceiro colocado no último Campeonato Argentino, teve sorte ainda pior. Foi goleado por 4 a 0 pela LDU na altitude de Quito e praticamente está fora do torneio. Dificilmente a equipe do treinador mais novo da competição, Luíz Zubeldía, de apenas 28 anos, conseguirá reverter o resultado na Argentina.

Os 8 mil torcedores puderam ver o hat-trick de Claudio Bieler. O argentino não teve piedade de seus compatriotas e marcou 3 gols em menos de 25 minutos de jogo e acabou com o esquema e com a moral do Lanús. O último gol da partida saiu no final da partida, com Méndez cobrando pênalti.

O Lanús não passa por um bom momento no Apertura, está em 16º lugar e se quiser garantir a classificação para a Libertadores terá de voltar a vencer. Enquanto a fase da LDU de Quito é totalmente diferente, a equipe lidera o grupo A do campeonato nacional com 19 pontos e é uma das favoritas a conquistar o caneco.

A honra argentina foi salva pelo San Lorenzo. A meta de Diego Simeone e da direção do Ciclón é conquistar um título neste ano. Como a tarefa no Apertura não será moleza, a Sul-Americana será o alvo dos argentinos. E a equipe mostrou que não está para brincadeiras. Na primeira partida das oitavas de final, venceu por 3 a 0, com dois gols de Romeo e um do jovem Gonzalo Rovira, que fez seu primeiro jogo como profissional.

Os donos da casa foram muito superiores e tiveram diversas chances de sair com um placar ainda maior hoje. No entanto, os três gols serão muito importantes para a partida de volta em Cuzco, a 3.600 m acima do nível do mar.

Bigotón no fio da navalha

O treinador argentino, Ricardo La Volpe, nem bem começou o Apertura Mexicano e já está com o seu posto em risco no Atlas. Bigotón, como é conhecido devido ao seu vultuoso bigode, venceu apenas duas partidas no campeonato e há seis jogos não consegue um triunfo com Los Zorros, resultados que deixam a equipe em apenas décimo-quinto lugar na classificação geral.

Vale a pena lembrar, que La Volpe que tem mais sucesso no México do que na Argentina. Foi o treinador da seleção méxicana na Copa do Mundo da Alemanha em 2006, e após ser eliminado para a Argentina nas oitavas-de-final, foi considerado por Cuauhtemoc Blanco, um treinador fracassado.

O campeão mundial com a Argentina em 1978, ficou mais conhecido no mundo do futebol por sua forte personalidade, do que pelos títulos que conseguiu como treinador de uma equipe. Seus únicos logros até o momento foram uma Liga Mexicana com o Altante em 1993 e uma Copa de Oro com a seleção mexicana em 2003.

Nos Zorros, o treinador assumiu o lugar de seu compatriota Darío Franco no início do Clausura 2009. E os resultados não foram bons. No Clausura 2009, o aproveitamento da equipe foi de apenas 47% com La Volpe no comando, em 15 partidas foram apenas 5 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. No Apertura, o aproveitamento é ainda pior, em 9 jogos sua equipe venceu apenas duas vezes, empatou outras duas e perdeu cinco.

O presidente do clube, Carlos Martín del Campo, assegura La Volpe no comando. Mas os conflitos do treinador com Bottinelli, também argentino, e outros jogadores do elenco podem prejudicar cada vez mais o desempenho dos Zorros no campeonato e fazer com que Bigotón perca seu cargo.

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