Futebol
05/09 - 23:21
Brasil vence Argentina e se classifica para a Copa do Mundo
Sem caldeirão em Rosario, seleção faz 3 a 1, obtém sua vaga nas eliminatórias e ainda amplia a série invicta com Dunga
Redação iG Esporte
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SÃO PAULO – O Brasil já está na Copa do Mundo. E, depois dos títulos da Copa América e da Copa das Confederações, a classificação não poderia vir de melhor forma: um triunfo por 3 a 1 contra a Argentina na casa dos arquirrivais.
Neste sábado, pela 15ª rodada das eliminatórias, a seleção brasileira mostrou mais uma vez suas credenciais de um time extremamente competente sob o comando de Dunga. Com o resultado, subiu a 30 pontos e garantiu a vaga matematicamente, mantendo também a liderança.
No suposto caldeirão de Rosário, diante do jogador que é favorito ao prêmio de melhor do mundo no ano – Lionel Messi –, a equipe se postou mais uma vez de modo seguro na defesa (até sofrer o gol) e teve eficiência, sorte e técnica no ataque para estender sua série invicta.
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| Luís Fabiano comemora o segundo gol do Brasil no clássico |
A eficiência acontece principalmente nas jogadas de bola aérea, como no lance do primeiro gol. Elano, que ganhou a vaga de titular no lugar de Ramires, talvez justamente por sua destreza na bola parda, levantou de longe e Luisão subiu completamente livre na área para cabecear com força, no canto de Andújar, aos 23 minutos do primeiro tempo.
Também após uma cobrança de falta, dessa vez com um pouco de sorte – o que também não faz mal a ninguém –, que veio o segundo gol: na sobra de um chute de longe de Elano, desviado na barreira, Kaká passou para trás e Maicon finalizou. Andújar fez boa defesa, mas na sobra Luís Fabiano apareceu para ampliar, aos 30.
E a técnica: um lance primoroso de Kaká, que dominou a bola no meio-campo, controlou o tempo do contra-ataque e serviu a Luís Fabiano com precisão, em um lançamento nas costas da zaga. O artilheiro deu um toque sutil por cima do goleiro, que teve de sair desesperadamente, sem sucesso.
Foi para calar o estádio, aos 22 do segundo tempo, apenas dois minutos depois de a Argentina ter aberto sua parte no placar com um golaço do meia Datolo, em um petardo de fora da área.
Agora já são 18 partidas sem perder em sequência para a seleção, sendo a 12ª neste ano. O time também não perde para os argentinos há cinco confrontos, e Dunga soma três vitórias e um empate contra os hermanos, que estão em situação de pressão nas eliminatórias.
A Argentina mantém a quarta posição, com 22 pontos, mas vê Equador e Colômbia empatados na quinta posição, com 20, e o Uruguai, na sétima, com 18. Os quatro primeiros se classificam. O quinto vai para uma repescagem.
O jogo - Veja como foi o jogo e os comentários no Placar iG
Foi o terceiro jogo do Brasil no caldeirão argentino, após o empate sem gols na Copa do Mundo de 1978 e da vitória por 1 a 0 na Copa América de 1975. Para chegar a outro resultado positivo neste final de semana, a única seleção que já derrotou a Argentina no Gigante de Arroyito soube suportar a pressão adversária. No final, foram os brasileiros que gritaram "olé".
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Maradona não tirou o sorriso do rosto ao subir ao gramado do estádio Gigante de Arroyito. Abraçou alegremente Kaká, de quem é fã, e acompanhou concentrado as vaias de seus compatriotas à execução do Hino Nacional Brasileiro. O barulho seria o mesmo a cada toque na bola da seleção de Dunga.
Talvez pela ansiedade, o árbitro colombiano Óscar Ruiz iniciou o clássico antes de 21h30. O meia Lionel Messi tentou assumir o status de protagonista a partir de então. Deu o primeiro chute a gol do jogo aos 11 minutos, para fora, e cobrou uma falta em cima da barreira. Maradona aplaudiu, satisfeito com a pressão de sua equipe.
Embora acuados no campo de defesa, os jogadores do Brasil não se mostravam intimidados. Agruparam-se para reclamar com veemência da arbitragem, que puniu Lúcio e Kaká com cartão amarelo. Já Robinho passou o pé sobre a bola em sua primeira oportunidade próximo da área, provocando os argentinos.
Aos 23 minutos, a ira argentina se transformou em lamentação. O ex-corintiano Sebá cometeu falta na intermediária. Elano cobrou com precisão, e Luisão cabeceou a bola livre de marcação para abrir o placar. A expressão de Maradona, então, começava a mudar. O ídolo rival se descabelou à beira do gramado.
Não demorou para o Brasil ampliar a vantagem, novamente depois de uma falta batida por Elano. Aos 30, a bola desviou na barreira. Kaká ficou com a sobra e chutou rasteiro, mas Andújar defendeu. E o oportunista Luís Fabiano completou para as redes. As mãos de Maradona, agora, foram para a boca. O astro passou a roer as unhas.
Maradona entrou em ação no intervalo. Mandou a campo o seu genro, Agüero, no lugar de Maxi Rodríguez. Com a nova formação, a Argentina voltou ao ataque no segundo tempo. E conseguiu chegar ao gol desta vez. Aos 20 minutos, Dátolo arriscou chute de longa distância, acertou o ângulo e renovou as esperanças dos argentinos. Por pouco tempo.
Dois minutos depois, Kaká fez ótima assistência para Luís Fabiano. O centroavante avançou em velocidade e encobriu o goleiro Andújar: 3 a 1. A torcida argentina silenciou de vez. A brasileira começou a se fazer ouvir, "com muito orgulho e amor" e até gritos de "olé". Angustiado de novo, Maradona trocou Tevez por Milito.
Já Dunga fez as suas substituições com tranquilidade. Daniel Alves, Ramires e Adriano entraram nos lugares de Elano, Robinho e Luís Fabiano. Bastou ao Brasil, no entanto, administrar mais uma vitória sobre a Argentina no estádio escolhido por Diego Armando Maradona.
FICHA TÉCNICA: ARGENTINA 1 X 3 BRASIL
Local: Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário (Argentina)
Data: 5 de setembro de 2009, sábado
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia)
Assistentes: Abraham González e Humberto Clavijo (ambos da Colômbia)
Cartões amarelos: Mascherano, Verón (Argentina); Lúcio, Kaká, Luisão, Luís Fabiano, Ramires (Brasil)
Gols: Luisão, aos 23, e Luís Fabiano, aos 30 minutos do primeiro tempo; Dátolo, aos 20 minutos do segundo tempo; Luís Fabiano, aos 22 minutos do segundo tempo
ARGENTINA: Andújar; Zanetti, Sebá Dominguez, Otamendi e Heinze; Mascherano, Verón, Dátolo e Máxi Rodríguez (Agüero); Messi e Tevez (Milito)
Técnico: Diego Armando Maradona
BRASIL: Júlio César; Maicon, Luisão, Lúcio e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Ramires) e Luís Fabiano (Adriano)
Técnico: Dunga
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AFP
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