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Futebol

09/07 - 00:02, atualizada às 15:38 09/07

Cruzeiro controla nervos e segura empate com Estudiantes, fora, pela final da Libertadores

Goleiro Fábio faz grande atuação, e time brasileiro se mantém tranquilo para conseguir bom resultado para volta no Mineirão

Redação iG Esporte

LA PLATA (Argentina) - Com uma atuação alerta e segura do goleiro Fábio, o Cruzeiro segurou um empate sem gols com o Estudiantes nesta quarta-feira e agora só precisa de uma vitória simples, em casa, para ser campeão da Copa Libertadores pela terceira vez em sua história.

Candidato a vaga na seleção, Fábio mostrou serviço na partida de ida da decisão, com grandes defesas para conter os ataques de perigo do time da casa.  Agora a equipe mineira pode voltar ao Mineirão para decidir na próxima quarta, dia 15.

O Cruzeiro não exibiu seu futebol costumeiramente técnico, de muito toque de bola - como fez nas fases anteriores ante São Paulo e Grêmio, mesmo como visitante. Mas jogou com eficiência defensiva para chegar à oitava partida seguida sem perder no torneio.

E dois lances podem ter deixado a torcida um pouco inquieta - será que o time poderia ter beliscado até mesmo uma vitória em La Plata?

Aos 7 minutos do segundo tempo, o atacante Wellington Paulista foi tentar completar de cabeça um cruzamento e caiu no centro da área, reclamando muito possível pênalti em empurrão de defensor. Depois, aos 34min, o ídolo Kléber teve a melhor chance do jogo, mas acabou chutando para fora, no centro da área, sem goleiro à sua frente.

O Estudiantes tomou a iniciativa no início do jogo, mas não deu para dizer que foi um “abafa”, daquelas sequências de tirar o fôlego. Diante de uma defesa bem postada, a equipe argentina não criou tantas oportunidades agudas. E, quando teve chance, parou no paredão cruzeirense.

Milton Trajano
Milton Trajano

Em campo, por 70 minutos, o clima de tensão ficou restrito apenas à emoção natural de uma decisão e à tradicional catimba dos rivais. Isto é, não houve excesso de entradas desleais ou erros de arbitragem gritantes, nem confusão entre os atletas.

Nada que refletisse o agito dos bastidores antes da final, com a preocupação expressa publicamente pela diretoria mineira em relação às condições de jogo no país, devido ao surto da chamada gripe suína, provocada pela disseminação do vírus AH1N1.

Os únicos incidentes: excesso de fumaça provocado pela torcida argentina, que atrasou o início da partida e o estouro de um cano de água atrás do gol cruzeirense no primeiro tempo.

Dois jogadores do Estudiantes também sangraram em campo - Ré e Verón, mas em lances de jogo normais. Só a partir do corte no rosto do veterano meia que os ânimos se esquentaram. O veterano zagueiro Schiavi agrediu Wellington Paulista. Uma garrafa foi atirada em direção ao banco de Adilson Batista. Mas parou por aí.

Este foi o terceiro confronto entre o time mineiro e a equipe de La Plata nesta edição da Libertadores. Os dois clubes já haviam se enfrentado na fase de grupos, com um triunfo para cada lado, tendo prevalecido o mando de campo em cada confronto.

O jogo - Confira como foi a açao lance-a-lance no Placar iG

Assim como aconteceu no encontro das duas equipes na fase de grupos, o jogo começou atrasado no Estádio de La Plata. Daquela vez, o motivo tinha sido a demora da delegação do Cruzeiro, presa no trânsito. Desta, foi o grande volume de fumaça sobre o campo, causado pelos fogos da arquibancada. Era bonita a festa da torcida pincharrata, ainda mais animada pela presença de Verón entre os onze titulares.

No início da partida, o time da casa mostrou mais volume de jogo. O Estudiantes adiantava suas linhas, tentando pressionar. O Cruzeiro tinha dificuldades para trabalhar a bola, tanto pela marcação do adversário quanto por um desejo exagerado de jogar em velocidade.

Assim, o time argentino parecia mais perto do primeiro gol. A primeira grande chance foi aos 11 minutos, quando Verón bateu falta frontal próxima à área, mas Fábio deu um tapa providencial para mandar a bola para escanteio. Cinco minutos mais tarde, Pérez tabelou com Fernández, invadiu a área pelo lado direito e bateu forte, para mais uma boa defesa do goleiro cruzeirense.

Aos poucos, o Cruzeiro foi crescendo na partida. O time mineiro conseguiu pôr a bola no chão e tocá-la de um lado para o outro com agilidade, seu típico estilo de jogo, e freou o ímpeto do oponente. Ramires, sempre caindo em velocidade pelas pontas, representava constante ameaça à defesa oponente.

No fim do primeiro tempo, o time da casa voltou a crescer, principalmente em jogadas pela ponta esquerda, onde a marcação não estava muito firme. Para a sorte do Cruzeiro, faltava a Fernández habilidade com a perna canhota e, em duas oportunidades o atacante demorou demais para ajeitar o corpo e decidir a jogada, possibilitando a recuperação da defesa.

A etapa final começou e o Estudiantes quis pressionar logo de cara. Logo aos dois minutos, Boselli recebeu na área e bateu para boa defesa de Fábio. Na cobrança deste escanteio, Schiavi cabeceou bem, tentando tirar do goleiro, que mais uma vez voou para salvar o Cruzeiro.

Contudo, a pressão prometida não se concretizou. O time mineiro voltou a conseguir boa presença ofensiva, como já havia acontecido em parte do primeiro tempo. Aos sete minutos, em cobrança ensaiada de falta, Wagner recebeu pela direita da área e centrou. A defesa conseguiu afastar, mas os brasileiros pediram pênalti de Schiavi sobre Wellington Paulista.

O jogo transcorreu muito tenso segundo tempo afora. Empurrado pela torcida, era o Estudiantes quem mais buscava o jogo, mas a marcação forte - e muitas vezes faltosa - do Cruzeiro, não permitia que chances de gol fossem criadas.

AFP
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O time argentino começava a se abrir demais e o contra-ataque passava a ser uma opção interessante ao Cruzeiro. Aos 35 minutos, numa dessas jogadas, Gerson Magrão cruzou, Andújar rebateu mal, para o meio da área e Kléber, de frente para o gol aberto, perdeu a melhor oportunidade celeste na partida até o momento.

O lance serviu para animar os visitantes, que passaram a acreditar mais na possibilidade da vitória. Pouco depois, Ramires cruzou para depois do segundo pau, Leonardo Silva escorou para o meio e Wellington Paulista chutou para fora mais uma boa chance. O jogo continuou franco até o fim, com Boselli perdendo a última chance do Estudiantes já nos acréscimos.

FICHA TÉCNICA
ESTUDIANTES (ARG) 0 X 0 CRUZEIRO

Local:
Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata, Argentina
Data: 8 de julho de 2009, quarta-feira
Horário: 21h50 (em Brasília)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Pablo Fandiño e Mauricio Espinosa (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Benítez, Schiavi, Desábato (Estudiantes); Wagner, Kléber, Gerson Magrão (Cruzeiro)

ESTUDIANTES:
Andújar; Cellay, Schiavi, Desábato e Re; Braña, Pérez, Verón e Benítez (Núñez); Fernández (Salgueiro) e Boselli
Técnico: Alejandro Sabella

CRUZEIRO:
Fábio; Jonathan, Anderson, Leonardo Silva e Gerson Magrão (Fabinho); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner; Kléber e Wellington Paulista
Técnico:
Adilson Batista


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AFP

Kléber

Kléber em ação
Atacante divide com Cellay em jogo sem brilho, mas muito eficente do Cruzeiro em decisão fora

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