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Futebol

27/06/2009 - 14:14

Dunga comenta "má fase" dos técnicos brasileiros
Com aproveitamento de 75,6% no comando da seleção brasileira, treinador afirmou que “não cerra a perna dos outros para crescer” na profissão

Por Fábio Suzuki, especial para o iG Esporte

JOANESBURGO (África do Sul) - Ao ser anunciado como técnico da seleção brasileira após o fracasso do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, Dunga assumiu o cargo com muita desconfiança por grande parte da imprensa e torcedores por não ter experiência na função. Além disso, na época os treinadores mais cotados para o posto eram Luíz Felipe Scolari, Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo.

Mas após três anos a situação se inverteu. No período, o técnico da seleção brasileira fracassou nos Jogos Olímpicos mas ganhou uma Copa América, levou o Brasil à liderança das Eliminatórias da Copa-2010 com as duas vitórias no início desse mês e disputa o título da Copa das Confederações neste domingo contra os Estados Unidos.

Atualmente, Dunga acompanha seus “antigos concorrentes” para comandar o Brasil em 2006 passar por má fase em seus clubes. Após fracassar em sua passagem pelo Chelsea, Luíz Felipe Scolari fechou contrato neste mês para treinar um time de pouca expressão no futebol mundial: o Bunyodkor, do Uzbequistão.

Além disso, dois dos mais badalados técnicos brasileiros nos últimos anos estão sem emprego. Na semana passada, após ser eliminado da Taça Libertadores com o São Paulo, Muricy Ramalho foi demitido pela diretoria do tricolor paulista. E na noite desta sexta-feira, 26, foi a vez de Vanderley Luxemburgo perder o cargo no Palmeiras após reclamar da possível negociação do atacante Keirrison com o Barcelona.

Questionado sobre a atual situação dos treinadores brasileiros, Dunga afirmou que mesmo com as demissões, Felipão, Muricy Ramalho e Luxemburgo não perderão o prestígio no mercado. “Eles continuam entre os melhores técnicos do futebol brasileiro e mundial”, disse o comandante da seleção brasileira.

Na semana passada, após ser demitido do São Paulo, Muricy Ramalho criou atritos com outros treinadores brasileiros ao afirmar que o técnico Cuca, do Flamengo, havia ligado para o presidente são-paulino Juvenal Juvêncio pedindo o cargo no comando da equipe, fato que não se confirmou. O técnico Tite, do Internacional, também entrou na polêmica ao defender o treinador flamenguista.

O fato não foi comentado durante a coletiva de imprensa do técnico da seleção brasileira, mas Dunga citou uma frase que cabe exatamente nesse tipo de situação. “Nunca torcerei contra os outros profissionais pois não gosto de serrar a perna dos outros para eu crescer”, disse o treinador do Brasil.

Dunga chega à final da Copa das Confederações com um aproveitamento de 75,6% à frente da seleção brasileira. Desde que assumiu como técnico do Brasil, em julho de 2006, foram 44 jogos com um retrospecto de 30 vitórias, 10 empates e apenas 4 derrotas. Nesse período, foram 93 gols marcados e 29 sofridos.


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Fábio Suzuki

dunga da entrevista coletiva na africa do sul

Dunga
Treinador da seleção afirmou que não torce contra colegas de profissão para manter o cargo

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