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Futebol

16/06/2009 - 23:11

Corinthians busca único título perdido com Mano Menezes contra centenário Internacional
Times disputam grande decisão da Copa do Brasil nesta quarta, no Pacaembu; Ronaldo é aposta ante rival desfalcado

Redação iG Esporte com agências

SÃO PAULO - Apesar dos muitos desfalques, Corinthians e Internacional não têm muito o que esconder para final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 21h50 (horário de Brasília). Mas isso não impediu os clubes de tentarem fazer mistério na véspera da partida de ida no Pacaembu. O que, para os treinadores, parece obrigatório, levando em conta o muito que está em jogo.

Se o Inter busca a conquista como a principal em seu ano de centenário, o clube paulista encara o torneio também de olho no número 100 e como questão de honra. Além de um eventual título devolver a equipe à Copa Libertadores em 2010, ano de seu aniversário histórico, o torneio é o único que o Menezes ainda não ganhou dos que disputou no Parque São Jorge.

Após as conquistas da Série B do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Paulista, a equipe vice-campeã do mata-mata nacional no ano passado chega ao seu principal desafio em 2009.

Para obter uma boa vantagem no primeiro jogo, Mano Menezes usou o Campeonato Brasileiro como suporte. O treinador testou e poupou jogadores quando julgou necessário (chegou a escalar uma equipe reserva na estreia, contra o próprio Inter, com derrota por 1 a 0). E não se arrepende.

"Quando você chega à reta final de uma competição importante, precisa fazer todo o possível para conquistá-la. Ainda faltam muitas rodadas para o término do Brasileirão. Muita coisa vai acontecer. Na Copa do Brasil, teremos dois jogos que podem nos colocar na Libertadores do ano que vem", vislumbrou.

Se pretende atingir a meta já em 1º de julho, data do confronto de volta, o Corinthians precisará superar a badalação em torno do Inter. O adversário montou um elenco com jogadores renomados para comemorar os seus 100 anos com títulos e é apontado por muitos como o melhor time do país. Os dois finalistas foram campeões estaduais invictos no início da temporada.

Um jogador do Corinthians, no entanto, é capaz de centralizar tantos holofotes quanto os mais destacados colorados. "O Inter não é um bicho de sete cabeças", avisou o atacante Ronaldo, que não marca gols desde o dia 6 de maio, quando assegurou vitória sobre o Atlético-PR. "Fiquei gripado e sofri uma lesão. Isso não justifica, mas agora estou melhor e quero voltar a ser decisivo", avisou.

Do outro lado, o Inter não terá muitos dos seus atletas com poder de decisão. O lateral esquerdo Kléber e o atacante Nilmar defendem a seleção. Suas vagas serão ocupadas por Marcelo Cordeiro e Alecsandro, respectivamente. Já o meia D'Alessandro terá que acompanhar o jogo do Pacaembu no sofá de casa. Após se recuperar de uma tendinite na coxa esquerda, o carrasco corintiano na Copa Libertadores de 2003, quando defendia o River Plate, não possui as melhores condições físicas e ficará fora no primeiro tempo dos 180 minutos da decisão. Andrezinho deverá substituí-lo.

Na lateral-direita, no entanto, Tite não perdeu a chance de fazer mistério. O titular Bolívar está suspenso. Seu substituto natural seria Danilo Silva, mas o jogador afirmou que o comandante "tem ideias para o jogo", deixando dúvidas sobre sua presença em campo. As outras opções são as improvisações Maycon ou do ex-corintiano Rosinei, pouco prováveis.

Do lado corintiano, o também gaúcho Mano foi outro a adotar o suspense. O Corinthians não conta com o lateral-esquerdo André Santos, na seleção brasileira, e tem o volante Marcelo Oliveira, o zagueiro Diego e Wellington Saci como candidatos a ocupar a vaga. "Ainda não defini", desconversou o treinador.

Quem está escalado para apitar a final é o paranaense Heber Roberto Lopes, o mesmo árbitro que trabalhou no confronto entre Corinthians e Sport, o primeiro da decisão do ano passado. Mais uma coincidência está na ordem dos confrontos. Os paulistas jogam antes em casa. "Mas isso não muda nada", adiantou-se Ronaldo.

Também eliminados pelo Sport em 2008, os jogadores do Internacional partilham da empolgação dos rivais. "A única coisa que posso dizer é que vai ser complicado no Pacaembu. Da mesma forma que será difícil para eles no Beira-Rio", previu o volante Magrão, que superou uma lesão no braço direito para enfrentar o ex-clube.


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Ronaldo e Taison

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