Futebol
04/06/2009 - 08:49
Milan admite saída de Kaká: "Não podemos perder € 70 mi por ano"
"As motivações da saída de Kaká são exclusivamente econômicas", afirmou o cartola em entrevista ao Gazzetta dello Sport
Gazeta Esportiva
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MILÃO (Itália) - Após ver frustrada pelo próprio Kaká a negociação com o Manchester City, que renderia € 105 milhões (R$ 319,6 mi, pela cotação de janeiro passado) aos cofres do Milan, o vice-presidente do clube italiano, Adriano Galliani, não quer perder outra oportunidade de fazer dinheiro com o jogador de 27 anos. Ao dizer nesta quinta-feira que "não se pode perder € 70 milhões por ano (R$ 194,5 mi)", o dirigente deu praticamente como certa a ida do brasileiro ao Real Madrid.
Na verdade, segundo a imprensa espanhola a proposta do Real Madrid pelo meia é de € 60 milhões (quase R$ 179,5 mi), valor considerado irrecusável pela cúpula milanista, que vem sofrendo com problemas econômicos. Presidente do Milan e primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi preferiu fazer mistério nesta quarta, quando disse que uma decisão sobre o assunto só sairá na próxima segunda. Galliani, ao contrário, abriu o jogo em entrevista ao diário Gazzetta dello Sport.
"As motivações da saída de Kaká são exclusivamente econômicas", afirmou o cartola. Perguntado acerca do amor que o brasileiro tem pelos rossoneri após seis temporadas em Milão, o italiano argumentou que 'mesmo um grande coração deve ser confrontado: as contas precisam ser feitas', palavras que devem animar ainda mais o presidente-executivo recém-eleito em Madri, Florentino Pérez.
Apesar de admitir a perda de seu principal destaque, Galliani fez questão de tranquilizar os torcedores milanistas, que nesta quarta haviam protestado em frente à sede do Milan contra a transferência do melhor jogador do mundo de 2007. "Em todo caso não estamos nos redimensionando, os outros craques ficarão. E chegará um grande atacante", prometeu o vice-presidente, que explicou ainda quais são as diferenças da proposta merengue para a do Manchester City. "Em janeiro passado Kaká não queria ir ao City; ao Real Madrid, por outro lado, iria".
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