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Futebol

26/03 - 15:53

César Maluco quer Keirrison dividindo mais bolas para evitar vaias

O ex-centroavante do Palmeiras tinha como uma de suas principais características a raça dentro de campo

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O desempenho de Keirrison em seus primeiros meses no Palmeiras chama atenção. Em 15 atuações com a camisa alviverde, o atacante marcou 16 gols, média de 1,06 por partida - ele não ficou mais de dois jogos sem balançar as redes. Os números, porém, não impedirão vaias no Palestra Itália. Esta é a opinião de um antigo ídolo que vestiu a mesma camisa 9 entre 1964 e 1974: César Maluco.

O ex-centroavante tinha como uma de suas principais características a raça em campo, com a qual conquistou dois Brasileiros (72 e 73), dois Roberto Gomes Pedrosa (67 e 69), uma Taça Brasil (67) e dois Paulistas (72 e 74), além do faro de gol - é o segundo maior artilheiro da história do Verdão, com 180 gols em 324 jogos. Por isso, cobra mais empenho de Keirrison nas roubadas de bola para elegê-lo seu sucessor.

"Sou conselheiro do Palmeiras, mas também sou torcedor, vivo nas arquibancadas. E já ouço algumas reclamações de que o Keirrison não divide as bolas. Joguei dez anos no Palmeiras e nunca ouvi uma vaia. E ele pode ser um ídolo aqui, por isso quero evitar que ele seja vaiado", explicou o ex-jogador à Gazeta Esportiva.Net, crente de que o atual goleador pode até ser poupado das críticas se conquistar a torcida.

"O Keirrison pode até perder umas duas bolas, mas tem que dividir todas e falar: 'essa é minha!' Ele tem muita qualidade, joga pra c... O Kléber, com menos qualidade, se tornou ídolo em pouco tempo porque tinha garra. E o Keirrison, se ficar uns quatro, cinco anos, vai ser um dos maiores ídolos da história do Palmeiras", previu.

Animado com o futebol do principal reforço do time em 2009, César Maluco se compara ao ex-atleta do Coritiba. O antigo camisa 9 conta que também não fazia questão de vencer as disputas de bola com o adversário no início de sua carreira, no Flamengo. Só mudou após ouvir de um antigo craque o mesmo conselho que quer dar a Keirrison.

"Quando eu tinha 16 anos, lá na Gávea, o Almir Pernambuquinho me chamou para dizer: 'se você não dividir, não vai vencer. Você tem que ir em todas as bolas para ganhar!' Acabei me tornando um jogador maldoso, mas venci", relembrou, já com um alerta.

"Campeonato Paulista não é Paranaense. Aqui chegam junto, os times querem vencer. Já em Curitiba os jogadores querem aparecer com seu futebol para ter chances em outros centros, como o Keirrison conseguiu. E aqui existe cobrança: tem que chegar e resolver", avisou.

Além da postura mais aguerrida, César também pede a Wanderley Luxemburgo um posicionamento que favoreça o futebol de seu artilheiro. "O treinador tem que escalá-lo como segundo atacante, e colocar alguém como centroavante lá na frente. O Keirrison é um ponta-de-lança, é veloz, tem que chegar na área de frente. Se estiver dentro da área, não dá para ele virar e bater", argumentou.

Com todos os ensinamentos, o eterno ídolo alviverde está confiante de que o atacante deixará o planeta admirado. Mesmo longe do Palestra Itália. "É difícil ele ficar, todo clube precisa de dinheiro. E, se ele sair do país, vai para a seleção logo, porque agora é assim que funciona. O que tenho certeza é que, se ele dividir as bolas, vai ser o melhor jogador mundo", apostou.


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