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Futebol

08/12 - 22:52

Vaiado, Simon quebra protocolo em premiação e faz desabafo

Árbitro falou sobre Wagner Tardelli, manisfestação de torcedores e usou até referências filosóficas

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Pivô de uma das maiores polêmicas da reta final do Campeonato Brasileiro - a não-marcação de um pênalti a favor do Flamengo no jogo contra o Cruzeiro -, o árbitro Carlos Eugênio Simon foi vaiado ao subir ao palco para receber o prêmio de bronze na escolha do melhor árbitro. Após o também gaúcho Leonardo Gaciba receber o prêmio de ouro pela quarta vez seguida (Leonardo Vuaden ficou com a prata), Simon não agüentou: tomou os microfones e fez um desabafo, enquanto era ainda mais vaiado.

“Eu vou quebrar o protocolo e dizer a todos vocês que nós já fomos vaiados por milhões em Maracanã, Olímpico, Morumbi e Beira-Rio lotados. Não são torcedores pouco simpáticos que vão nos tirar no sério”, disparou o árbitro, antes de abordar a polêmica da tentativa de suborno em Wagner Tardelli, que apitaria Goiás x São Paulo.

“Eu gostaria de ser solidário ao companheiro Wagner Tardelli, porque a arbitragem brasileira é séria, competente e honesta. Preciso lembrar também dos companheiros, árbitros assistentes, sem os quais não estaríamos aqui”, continuou Simon.

Por fim, o gaúcho usou da filosofia para atestar a necessidade e importância dos árbitros no espetáculo do futebol, citando uma frase do pensador Eduardo Galeano: “O árbitro é o álibi de todos os erros: se perdem é por causa dele, se ganham é apesar dele, mas, se ele não existisse, teriam que inventá-lo”. E então deixou a cena, debaixo de uma mistura de vaias e apalusos.


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