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06/12 - 20:54

São Paulo ironiza suspeita de suborno com ingressos de show
''Causa estranheza esta história até pela sua singeleza (o ingresso mais caro do show custa 'apenas' R$ 600", diz João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do São Paulo

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Enquanto a CBF diz já saber o nome dos envolvidos na tentativa de suborno ao árbitro Wagner Tardelli, que apitaria São Paulo x Goiás, mas se nega a revelar as identidades, surgem especulações sobre quem são os responsáveis pelo caso. Uma das suspeitas recai sobre um possível diálogo envolvendo secretárias da Federação Paulista de Futebol e do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.

A funcionária do Tricolor teria ficado encarregada de enviar a diretores da Federação ingressos do show da cantora Madonna, que será realizado neste mês de dezembro no estádio do Morumbi. Um dos destinatários, contudo, seria justamente Tardelli, inicialmente escolhido pela CBF para apitar o jogo entre o time paulista e os goianos. João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do São Paulo, ironiza a 'história'.

''Causa estranheza esta história até pela sua singeleza (o ingresso mais caro do show custa 'apenas' R$ 600) . Não temos qualquer informação sobre isso'', garante o dirigente, que aproveitou para negar que o clube paulista tenha costume de presentear os árbitros. Para defender o atual bicampeão de qualquer envolvimento no caso, Jesus Lopes ainda ressaltou que a escolha de Wagner Tardelli para o duelo de domingo não agradou aos são-paulinos.

''O curioso disso tudo é que nessa semana nós enviamos a CBF uma carta lembrando várias atuações desastrosas deste juiz contra o São Paulo'', completou o diretor de futebol. Além de Jesus Lopes, outro a se irritar com o suposto suborno com ingressos do show foi o vice-presidente de futebol do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva.

''Encaramos isso com uma certa estupefação. Esse tipo de coisa só quer instaurar uma desordem no seio de nossa agremiação, mas não vamos deixar isso acontecer'', ameaçou o dirigente, que se incomodou com o fato de a CBF não revelar os envolvidos no caso.

''Se houver realmente a identidade de quem fez esta obra, tem que trazer a público e não deixar apenas para depois da decisão do campeonato. O São Paulo exige que isso seja apurado para que não paire dúvida sobre a agremiação. Estamos tranqüilos'', concluiu Barros e Silva.


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