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Futebol

05/12 - 19:52

Waitakere United é a zebra do Mundial de Clubes

Campeão da Liga dos Campeões da Oceania terá professores e vendedores no mesmo torneio que Cristiano Ronaldo

Trivela.com

WELLINGTONM (Nova Zelândia) - Tal como já havia acontecido em 2007, a classificação do Waitakere United ao Mundial de Clubes 2008 segue a cartilha da Fifa de contemplar, geograficamente, os melhores representantes de cada continente. Portanto, a vaga do Waitakere United é legítima por se tratar do time campeão da O-League (Liga dos Campeões da Oceania).

O que se contesta é que, no caso, a dimensão de ser detentor de um título continental é inversamente proporcional à qualidade da equipe, fundada apenas em 2004 e ainda semi-profissional, como a maioria de seus pares tanto do Campeonato Neozelandês quanto da própria O-League. Muitos dos atletas mantém outras ocupações além da carreira esportiva, criando a aberração de fazer com que professores e vendedores (entre outros profissionais do tipo) disputem o mesmo torneio com boleiros da estirpe de Cristiano Ronaldo.

No ano passado, a condição de principal zebra do Mundial pôde ser medida pela cotação do time na bolsa de apostas: 151/1, muito abaixo de clubes não menos insignificantes, como Étoile du Sahel (da Tunísia, 51/1) e Sepahan (do Irã, 34/1). Foi justamente contra a equipe iraniana que os neozelandeses começaram – e encerraram – sua participação na competição, com uma derrota por 3 a 1. Foi das primeiras incursões do Waitakere no plano futebolístico internacional.

Voltar ao Japão com a experiência acumulada na edição anterior é o principal alento para a equipe neste ano, se não com a perspectiva de uma vitória na estréia diante do Adelaide United, ao menos para fazer um jogo um pouco mais equilibrado do que fora contra o Sepahan. Na ocasião, com quatro minutos de bola rolando, o Waitakere já perdia por 2 a 0. Pesa a favor do Waitakere conhecer bem o Adelaide, dos tempos em que as equipes australianas ainda participavam da O-League.

Mais do que isso, além de manter a espinha dorsal do ano passado, o clube tem alguns atletas a caminho de disputar o Mundial pelo terceiro ano consecutivo: o goleiro Richard Gillespie, o zagueiro Jonathan Perry e os meias Paul Seaman e Neil Sykes também atuaram na edição 2006, embora com a camisa do Auckland City.

Por outro lado, o jogador que marcou o único gol neozelandês no Mundial contra o Sepahan, Darren Bezeley, não figura mais no elenco. A curiosidade é que o responsável por abastecer o ataque formado pelo trombador Daniel Koprivcic e pelo lépido Benjamin Totori é um brasileiro: Adriano Pimenta, formado no Guarani, e que também acumula passagens por Bragantino e Yokohama (do Japão).

Técnico
Se há alguém que conhece como ninguém a equipe do Waitakere United – não só as peças do elenco, mas também a estrutura e a administração – ele é Chris Milicich. Afinal, foi o primeiro treinador da equipe, quando o clube iniciou suas atividades em 2004.

Ex-goleiro de carreira modesta (jogou só no futebol local, no Ellerslie e no Mt. Wellington, nos anos 80), Milicich conseguiu bons feitos como técnico: nas temporadas 2003 e 2005, conduziu respectivamente East Auckland e Waitakere à final do Campeonato Neozelandês, quando ambas as equipes faziam sua primeira participação. Em 2003, aliás, foi premiado como o melhor técnico da Nova Zelândia e foi indicado para o mesmo prêmio em 2005.

Após sua primeira passagem, retornou após duas temporadas, justamente no momento nobre da curta história do Waitakere: o Mundial de Clubes de 2007. Para tentar levar a zebra neozelandesa ao Japão, Milicich não poderia optar por outra filosofia de jogo que não fosse parecida com o que se pratica na Austrália (eterna referência do que há de melhor no futebol da região): jogo duro, à base da força física, e bolas rifadas para o campo de ataque, de modo a minimizar as evidentes deficiências técnicas da equipe.

Como se classificou
O time classificou-se por vencer a O-League (Liga dos Campeões da Oceania). A competição é disputada com apenas seis equipes, divididas em dois grupos de três. Os times se enfrentam dentro de cada chave, em jogos de ida e volta.

No caso, o Waitakere United foi o campeão do grupo 1, superando Auckland City (também da Nova Zelândia) e o AS Manu Ura (do Taiti). Assim, na decisão, pegou o Kossa FC (das Ilhas Salomão), campeão do grupo 2. Na partida de ida, os salomônicos surpreenderam com uma vitória por 3 a 1. Mas, no jogo de volta, a vingança neozelandesa foi cruel: 5 a 0, goleada que garantiu, pelo segundo ano consecutivo, a presença do Waitakere United na última edição do Mundial a ser disputada em paragens nipônicas.

Fique de olho
Desde 2002, Benjamin Totori participa das seleções de base das Ilhas Salomão, pequena nação da Oceania que ganhou notoriedade a partir da participação do país no Mundial de Futsal, realizado neste ano, no Rio de Janeiro. Atualmente, já faz parte da seleção principal do país. Atacante leve, de grande movimentação (tem 1m67 de altura e pesa 61 kg), Benji é a principal referência ofensiva do técnico Chris Milicich.

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